AMAZONAS - TERRA RICA, POVO POBRE

A população do Estado do Amazonas e da região amazônica em geral, nasce pobre vive no sacrifício, morre na miséria e é enterrado em terra milionária.  Este esquisito paradoxo da terra que guarda riquezas imensuráveis e é habitada por um povo paupérrimo, e abandonado só tem explicação na insensatez do governo desta Pátria Amada e Idolatrada que nega a seus filhos o quinhão que, por direito de cidadania deveria caber a cada um deles. 

 O grande império americano se formou apartir do ouro do Arizona e do petróleo do Texas.  O Japão ergueu-se de sua grande desventura na guerra, industrializando seus minérios.  Aqui mais perto, a Venezuela se elevou aos olhos do mundo através de seus poços petrolíferos e suas jazidas de ferro, ouro e manganês. 

No Brasil, o saque às riquezas minerais remonta à época da Coroa Portuguesa .  Apesar do saque, o ouro fez a fortuna do Sudeste, como o linhito fez a do Sul.  No Nordeste o sal gema sustenta a economia.  No Sul do Pará o ouro criou belas cidades.  No Amazonas, a miséria passeia sobre as províncias minerais que estão guardadas a sete mil chaves.  Porque?  Para quem?

A grande reserva mineral do país está aqui, sob os nossos pés.  A saída para a região Norte atingiu o apogeu é a exploração racional de suas riquezas minerais.  Mais aí está o problema.  O governo não organiza, não planeja, não disciplina.  O governo não quer que o homen do Amazonas nasça rico e cresça na abundãncia.

Tudo que o governo quer é que a incalculável fortuna fique preseservada, intocável, a espera do juízo final, que será ditado pelas forças imperialistas no dia em que resolverem se apossar da Amazônia.  Dia que, não está longe de chegar.

O que se guarda e não se cuida, se perde.  Editorial do Jornal ''O Solimões'' de Janeiro de 1996 o qual Isaias Ribeiro era o Diretor e Gabriel Andrade e Manoel Marques eram os editores. Leia mais ainda nos Blogs: http://reginacoiama.blogspot.com     http://twitter.com/isaiasribeiro   http://isaiasribeirojs.blogspot.com    E assista aos vídeos sobre este assunto no nosso canal do You Tube:  http://www.youtube.com/rmbivar14

A REALIDADE AMAZÔNICA E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Assista ao vídeo ''A REALIDADE AMAZÔNICA'' e tudo relacionado ao meio ambiente e as populações tradicionais da floresta amazônica, no Canal RMBS14 no You Tube; http://www.youtube.com/rmbivar14    Leia também no Twitter;  http://twitter.com/isaiasribeiro   e no Blog;   http://isaiasribeirojs.blogspot.com    as mudanças climáticas no mundo.

A QUEM INTERESSA O DIPLOMA DE JORNALISTA?

O Supremo Tribunal Federal -STF, considerou inconstitucional a ezigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista mas, contrariando a decisão da suprema corte de justiça brasileira, um pequeno grupo de jornalistas e estudantes de comunicação se manifestaram contra a decisão do STF e pressionaram alguns parlamentares no Congresso Nacional a apresentarem Propostas de Emendas Constitucionais-PEC, contra a decisão do STF, que prestou um grande serviço ao Brasil, removendo um dos últimos entulhos imposto pelos governos da ditadura, que era a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, com o claro objetivo de impedir a livre expressão da atividade intelectual,artistica,cientifica e de comunicação, impondo a censura é um controle violento aos meios de comunicação, com perseguições é prisões de jornalistas, escritores e artistas que tentassem se manifestar livremente contra o regime politico imposto a sociedade brasileira, em jornais, revistas, radios, televisões, teatros, composições musicais ou em praça pública.

Emfim, o diploma de jornalista para o exercício da profisão, fez parte de uma extratégia militar que visava impedir que a população brasileira fosse informada e formasse opinião sobre as arbitrariedades que estavam sendo cometidas na calada da noite nos calabouços criados para punir todos aqueles que insurgissem contra os atos institucionais da ditadura militar. 

  Porque então esta resistência de não querer aceitar a decisão do STF que considerou inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão?      Talvez seja por uma pequena casta  com alguns jornalistas, que oriundos das universidades que estiveram nas decadas de 60,70 e inicio da decada de 80, sob um forte regime ditatorial que usava e abusava de todos os meios que possuiam para influênciar a todos, de que a atividade de comunicação só poderia ser exercida somente por aqueles que obdeciam as regras baixadas através de leis e atos institucionais do regime politico militar que governava com mão de ferro o Brasil.  Com isto o regime ditatorial criou uma casta, não só nos meios de comunicação mas, em varios outras atividades só corrigidas em l988 com a promulgação da constituinte o qual decretou no artigo quinto inciso XIII da Constituição Brasileira: O LIVRE EXERCÍCIO DE QUALQUER TRABALHO, OFICIO OU PROFISSÃO.  

Mudanças Climáticas

Todos os dias em varias partes do mundo as mudanças climáticas tem gerado, tufões, terremotos, furacões, chuvas torrenciais que causam enchentes e varios outros eventos climáticos, veja porque isto esta acontecendo  no TWITTER  - http://twitter.com/isaiasribeiro  e no Blog;  http://isaiasribeirojs.blogspot.com

DECISÃO DO STF SOBRE DIPLOMA DE JORNALISTA NÃO PODERÁ SER REVERTIDA

Chega a ser hilariante o desespero de determinada deputada federal, que frustrada com a decisão do STF em extinguir o diploma de jornalista,  quer confrontar-se com este órgão superior da justiça do Brasil, que interpreta e zela pelo cumprimento da Constituição Brasileira,  apresentando uma Proposta de Emenda Constitucional  (PEC) na Câmara Federal , para regulamentar a profissão de jornalista, tendo como item principal, a exigência do diploma de curso de jornalista.  O engraçado nesta história é que a parlamentar que propõe esta PEC é do PCdo B, um dos partidos, que mais combateu aos governos autoritários e ditadores generais, que foram responsáveis na década de 60 em instituir a Lei de Imprensa, junto a ela a exigência do diploma para jornalista, para impedir que opositores até de partidos como por exemplo o da deputada, escrevesse artigos e matérias e etc, contra o regime político militar, imposto apartir de 1964 no Brasil.

  Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, "não existe possibilidade de o Congresso Nacional reverter a decisão do STF, que determinou o fim da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista".  Ele afirmou também, que acredita que a decisão vai repercutir em outras profissões. O ministro Gilmar Mendes declarou " não há possibilidade do Congresso regular isso, porque a matéria decorre de uma interpretação do Texto Constitucional.  Não há salvação para isso.  Em verdade, a regra da profissão regulamentada é excepcional no mundo todo e também no modelo brasileiro", concluiu o Presidente do STF, em declaração a imprensa em Belo Horizonte dia 23/06/09.

A titulo de ajudar e informar a nobre deputada do PC do B que não se conforma com a decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do  diploma de jornalista, transcrevo a seguir incisos do artigo quinto da Constituição Federal: " IX- É livre a expressão da atividade intelectual, artística, cientifíca e de comunicação independentemente de censura ou licença ; XIII- É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer".  Veja abaixo  comentarios:

[Lorrana Rafaela] [lorranarafaela@hotmail.com]
Sou estudante do ensino médio e pretendo ser jornalista!Agradeço aos ministros do STF,visto que,jornalistas não precisam de diploma e sim de argumento,ética e capacidade!Obrigado por mudarem o rumo de muitos e derem uma nova chance aos futuros jornalistas do nosso paía!

25/06/2009 16:53

JORNALISTA POR VOCAÇÃO

Obrigado Ministros do STF por reconhecerem que jornalistas não precisam do diploma para exercer com dignidade esta profissão, mas sim, de capacidade intelectual, e dedicação a este trabalho. Há 26 anos escrevo para jornais, fui um dos primeiros, hoje posso dizer, jornalistas a criar um espaço para divulgar e promover todas as manifestações culturais existentes no Estado do Amazonas, em plena ditadura militar, que usava a censura para coibir qualquer expressão artística ou intelectual que era considerada  uma ameaça aos governantes dos generais.  Consegui um espaço para divulgar artistas e escritores e, não satisfeito por apenas colocar em evidência artistas e escritores que marginalizados e desprezados por um governo autoritário, viviam sonhando em um dia poderem ser reconhecidos e valorizados pelas suas obras artísticas e literárias.  Eu, juntamente com alguns bravos companheiros fudamos uma comissão de apoio e divulgação de artistas, artesões e escritores com a sigla-COART-Am, dezenas de pessoas saíram do anonimato, graças ao trabalho que desenvolvemos visando a divulgação de todas as manifestações artísticas e literárias e com muita honra assisstí e lí anos depois o sucesso que alcançaram todos aqueles que divulgamos como : artistas plásticos, chargistas, poetas, artistas de teatro, músicos e grandes escritores, que divulgamos na COART-Am e no  ''Espaço Artístico'', um cantinho em uma pagina de suplemento de um jornal de Manaus, que criei para divulgar os intelectuais e artistas.  Infelizmente não consegui manter a página que tinha no jornal onde iniciei, no Suplemento Revista Nacional, de 1983/1984, no Jornal "A Crítica", de Manaus.  Ao contrário de alguns jornalista que ganhavam um salário para fazerem suas matérias, eu tinha que pagar a coluna "Espaço "Artístico", pag. 02, com os patrocinadores que arranjava para anunciar no jornal.  Consegui manter este espaço por um ano, depois o anunciante não podia mais pagar e minha coluna foi para o beleléu, mas durante este tempo de experiência em algumas situações eu, e outros companheiros, que não possuíam o diploma de jornalista, éramos discriminados de forma silenciosa, mas a nossa  competência e força de vontade em escrever era maior do que a oposição que existia, por não termos o famoso diploma.  Bem, não desistí, continuei escrevendo artigos como articulista, por que jornalista era só quem tinha o diploma.  Vários companheiros editores de jornais quizeram me contratar como jornalista mas ficavam decepcionados por não ter o diploma e em vista disso não poderia exercer uma profissão que iniciei por vocação, desde jovem. Virei escritor e publicitário, pois na época estas duas atividades: intelectual e comunicação em publicidade não precisavam de diploma e como eu não podia fazer aquilo que eu mais gostava de fazer, trabalhar como jornalista, convidei então, dois amigos jornalistas com diploma e resolví fundar um jornal tablóide denominado Jornal ''O Solimões", periódico mensal onde eu desempenhava a função de diretor administrativo, mas que também podia influenciar na linha editorial, e também, escrever matérias.  Resultado, conseguimos grandes vitórias apoiando e divulgando o Projeto SIVAM/SIPAM e outros projetos de grande importancia à soberania nacional.  E, como este tablóide dependia de anúncios públicos, quando a linha editorial começou a apoiar bandeiras ambientalistas, indígenas e de interesse do povo amazônico, os anúncios públicos desapareceram e 5 anos depois, por falta de anunciantes o jornal deixou de circular.

  Hoje, com a internet, os blogs, sites como o Jornal de Debates, me fizeram novamente sentir um jornalista sem diploma, porém, com experiência necessária pata trabalhar em qualquer órgão de comunicação e por esta razão parabenizo aos ministros do STF, por reconhecerem que a profissão de jornalista poderá voltar a ser exercida por quem tem vocação, experiência e competência para exercer esta profissão, independentemente de diploma.  Quantos jornalistas se formaram na experiência das redações de jornais e rádios do passado, sem contudo terem estudado para isto, um exemplo na telenovela global ''O Paraiso'', onde um caipira mostra seu conhecimento e poder de comunicação diante de 2 profissionais que tem diplomas.  É claro, que o aperfeiçoamento e novas técnicas precisam do estudo necessário para a formação de jornalistas interessados em aprender com os professores e doutores em comunicação, mas exercer esta profissão, é preciso necessariamente ter vocação.  Só não entendo a reação contrária da FENAJ e dos sindicatos dos jornalistas regionais, contra a decisão quase unanime em abolir o diploma de jornalista.  Deveriam ficar felizes, afinal, a arrecadação de contribuição sindical vai aumentar com os novos associados jornalistas sem diploma.  Finalmente, para comprovar alguns fatos expostos aqui neste artigo, peço ao leitor(a), para acessar o blog: O BOM COMBATE PELA CULTURA NO AMAZONAS        http://culturadoamazonas.blogspot.com.

Leia os comentarios abaixo:

Concordo plenamente com voce.Sou formado em Administração de Empresas desde 1974 e já exerci inúmeros cargos de gerência administrativa em diversas empresas de grande porte. Hoje, sou PROIBIDO DE EXERCER A PROFISSÃO PELO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, pois devido a alguns problemas financeiros, deixei de pagar as anuidades dos últimos 5 anos. Ora, porque sou obrigado a ter esse registro? Só para sustentar um bando de pessoas que desde minha formatura não largam as tetas do Conselho? Acho que o individuo precisa ter a formação e vocação e mais nada. O resto é experiência e carater para ser um bom profissional. NUNCA DEPENDI DO CONSELHO e sempre fui um profissional respeitado pelas empresas e me orgulho de muitos resultados conseguidos. NOS MOMENTOS DE DIFICULDADES FINANCEIRAS jamais tive o apoio do Conselho assimcomo milhares de Administradores desempregados pelo País. Considero que algumas profissões realmente necessitem de uma maior fiscalização por um Conselho, mas a maioria não.
Roberto | robstal@ig.com.br |  18/06/2009 18:37

CENSURA NA INTERNET

Em março deste ano escrevi um artigo no JD, sobre a possivel interferência do governo e do Congresso na internet, visando criar projetos para coibir a "Livre expressão de pensamento da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença", (Art. 5 da Constituição Federal da República Federativa do Brasil), e isto está acontecendo na internet. Pois bem, um deputado federal do PMDB, partido que faz parte da aliança que apoia o presidente Lula, resolveu apresentar um substitutivo ao projeto de Lei 29/2007, que regula a operação de tvs pagas no país e pretende impôr condicionamentos a produção de conteúdo na internet brasileira, com possível impacto em outros países, ao enquadrar na mesma categoria de tv por assinatura distriibuída no Brasil os provedores de conteúdo para imternet como jornais, produtores de blogs etc Leia a matéria: '' Projeto pode limitar transmissão de conteúdo audiovisual da internet" no portal Último Segundo.
Acho que chegou a hora dos internautas brasileiros mostrarem sua força, fazendo abaixo assinado virtual contra esses projetos indecentes que pretendem coibir os internautas de fiscalizarem aqueles que eles elegeram, mostrando na internet a realidade do que eles praticam quando investidos de cargos parlamentares ou governamentais. Os internautas hoje, prestam um grande serviço a este país, quando mostram a realidade dos fatos em seus Blogs no You Tube etc., o problema e que a verdade incomoda a muita gente. e na internet a mentira e como um castelo de areia que basta apenas um vento forte, para a verdade aparecer. O máximo que a internet precisa é de uma regulamentação através de código de conduta que os próprios provedores poderão criar. Fora isso, qualquer lei que impeça a livre expressão de pensamento da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é inconstitucional. A seguir em continuação a este tema leia o artigo'' ACESSO NEGADO, IDENTIFIQUE-SE'':  

A censura da ditadura militar  fez escola, aqueles mesmos politicos que clamavam por liberdade de imprensa, de direitos de expressão, agora estão no poder e se sentem incomodados com qualquer liberdade de expressão , e tudo aquilo que consta no Art.5, Capitulo IX da Constituição da República Federativa do Brasil. " É livre a expressão da atividade intelectual , artística, cientifica e comunicação, independentemente de censura ou licença" e Capitulo XIV do mesmo Artigo; E assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercicio profissional".

O Ministerio da Justiça a pretexto de coibir crimes cibernéticos , deve apresentar nas próximas semanas ao Congresso Nacional, segundo noticias do "Congresso em Foco", um projeto que caso aprovado, diminuirá consideravelmente a privacidade do usuário da internet.  No texto do projeto, os internautas terão que se identificarem perante os provedores através de numero do RG e nome dos pais, como se estivessem em uma portaria de um orgão público.  Caso este projeto seja aprovado e venha a ser sancionado pelo Presidente da República, poderá vir a ser um retrocesso nas liberdades de expressão e das atividades: intelectual, artística, cientifica e comunicação.

Afinal , a internet hoje, é comparada a uma praça pública virtual, onde todos, independentemente de se identificarem, tem direito de se expressarem livremente. 

 Se o problema é com relação a questão de controle e investigação, cabe aos orgãos competentes nestes assuntos, buscarem alternativas ,como fazem  por exemplo o FBI e a CIA nos Estados Unidos que identificam e prendem quem pratica os chamados crimes cibernéticos.

 A identificação de todos que usam a internet, vai ficar igual aquele tempo que já é pagina virada na história politica brasileira, em que o cidadão não podia expresar livremente suas convicções democráticas em praça pública, que logo aparecia um agente repressor a lhe exigir identificação do dito cujo, e se o mesmo não mostrasse sua identificação, era preso interrogado e jogado no calabouço da represão.

Recentemente, estes mesmos que agora querem que os internautas brasileiros venha a usar  crachás constando o RG e nome dos pais, tentaram criar um Conselho para fiscalizarem  jornalistas.

Sem falar daquele episódio dos jornalistas da equipe do programa do CQC (Custe o Que Custar), que foram impedidos de entrar no Congresso Nacional para entrevistar politicos.  Na época escreví  no JD um artigo intitulado "Pela liberdade de expressão do CQC", citando o quinto  artigo da Constituição Brasileira e dias depois, a Câmara Federal liberou a entrada dos jornalistas do programa da Rede Bandeirantes de televisão. 

 Que os internautas brasileiros se manifestem  sobre este absurdo, pois esta lei se aprovada poderá acabar com a livre expressão dos internautas.  Leia a seguir os comentarios enviados pelos internautas sobre este assunto.                                                                                                                                                                                                             

 
  E nós que pensávamos que o projeto Azeredo era a fina flor da estupidez ! Cedo ou tarde mecanismos repressores e policialescos farão parte da vida virtual, o porém é a abrangência quase ditatorial de certos projetos, como este que o MJ pretende aprovar. A depender da mobilização que tenho visto por aí, creio que será muito mais fácil para eles, nos imporem esta derrota. É um projeto terrível, realmente terrível !
Walter | wdm2010@gmail.com | http://cyberatitude.wordpress.com |  30/03/2009 10:38
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  Parabéns por ter levantado a questão. De fato, seus temores (como, de resto, de todos os internautas) têm procedência. Existem alguns grupos, no Congresso, articulando esse assunto e temos de torcer para que não vingue. Se vingar, a liberdade de expressão dos blogs - o maior fenômeno de comunicação da primeira década do século - irá por água abaixo. Os motivos? O temor que o jornalismo rápido, informal e imparcial dos blogs impõe aos políticos. Na verdade, eles não estão zelando pelos interesses do povo e sim, pelos seus próprios interesses. Querem calar a boca dos internautas, pela intimidação e pelo medo.
Ivo S. G. Reis | ivosgreis@debatadesvendeedivulgue.com | http://debatadesvendeedivulgue.com/blog/ |  26/03/2009 06:31
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O SENADO NÃO É O CÉU MAS SIM O PARAISO

 

Chega a ser uma vergonha o caso dos ressarcimentos com despesas médicas e odontológicas concedidas a senadores, ex-senadores  e até filhos, irmãos solteiros e sogros que foram beneficiados pelo Ato 51, de 1992 até 1995.  A partir deste ano, o Ato 9/1995 restringia este benefício aos senadores, ex-senadores e aos seus cônjuges.

As disputas internas entre dois grupos de senadores, estão trazendo ao conhecimento da opinião púbica brasileira , aquilo que só os senadores e servidores do Senado tinham conhecimento. 

Ontem 19/03/09, o Primeiro Secretário do Senado, senador Heráclito Fortes (DEM), em pronunciamento a Nação, explicou sobre as 181 diretorias existentes na estrutura administrativa daquela Casa. 

 O senador Tião Viana (PT), causou constrangimento entre os colegas ao divulgar em plenário, suas despesas médicas e odontológicas ressarcidas pelo Senado.

Alguns senadores até defenderam com veemência estes ressarcimentos com despesas médicas e odontológicas a quem tem direito, em valores que superam, em alguns casos, até mais de CINQUENTA MIL REAIS.  Teve até um senador que disse "conheço senadores que dizem que isto aqui é o céu, não sei que céu é esse", disse o senador.

 

Nobre senador, para Vossa Execelência, o Senado da República pode não ser o céu, mas,  se os trabalhadores brasileiros tivessem DEZ POR CENTO de privilégios que os nobres senadores tem, o Brasil não seria apenas um céu, mas um verdadeiro paraíso.

Em um país no qual a maioria da população brasileira não possui planos de saúde, e fica a mercê do Sistema Unico de Saúde, tendo esta população que acordar de madrugada para tentar conseguir marcar uma consulta com um prazo de SEIS MESES pelo SUS, os nobres senadores e ex-senadores e seus cônjuges foram resarcidos em DEZESSETE MILHÕES DE REAIS com despesas de saúde em DEZ ANOS, não incluindo o uso do serviço médico dos senadores e ex-senadores que tem direito a"LIVRE ESCOLHA" de profissionais. 

Se isto não é o céu, muito provavelmente está bem próximo do paraíso.

Dados e informações  do:'' Congresso Em Foco''

O BOM COMBATE PELA CULTURA NO AMAZONAS

leia o blog o bom combate pela cultura no amazonas - http://cultura do amazonas.blogspot.com

AS BRs BRASILEIRAS.

A situação das estradas no Brasil em alguns casos, como por exemplo, no Norte do país são lastimáveis, como a BR163 que liga o Mato Grosso aos municípios quase isolados no Pará é um caso de calamidade pública .  Muitos desses municípios ao longo desta rodovia, só não desapareceram do mapa, devido aos grandes esforços empreendidos por militares do 8 BEC, Batalhão Rondon do Exército Brasileiro que com muito sacrifício, tentam manter esta rodovia em alguns trechos de barro e terra, ainda trafegável, mas ela ainda tem problemas com erosão, várias pontes caíram e tiveram que improvisar algumas pontes com madeiras.  De Rurópolis a Santarém, durante o período de chuvas é uma missão quase impossível para os motoristas de caminhão, conduzirem estes veículos ao destino programado.

A BR 319, que ligava no mapa brasileiro, a capital do Amazonas, Manaus, ao Centro Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul, que era  a única rodovia de acesso dos amazonenses e roraimenses ao Planalto Central e aos grandes centros brasileiros do Suldeste e Sul, está interditada há mais de 20 anos e se encontra em recuperação desde o início do primeiro mandato do Presidente Lula.  Se esta rodovia fôsse totalmente  recuperada ainda neste governo, os brasileiros de Porto Alegre viajariam de carro do SUL ao Norte  e poderiam chegar até  Caracas/Venezuela, e os venezuelanos fortaleceriam o comércio brasileiro utilizando a BR 174 na fronteira brasileira com a Venezuela, passando por Boa Vista, Manaus, Porto Velho que está integrado ao Centro Oeste através da BR 364, que tanto como a 174, também necessita de recuperação urgente.

Atualmente a única ligação do Norte do País com o Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil é pela rodovia Belém/Brasília, que está necessitando também, de um trabalho de tapa-buracos. 

 A BR 101, que liga o Sul e Sudeste ao Nordeste brasileiro, precisa urgentemente de uma recuperação mais cuidadosa e não apenas de tapa-buracos devido as fortes chuvas que castigaram esta principal  BR que corta varios estados brasileiros.

A realidade é que, de Norte a Sul as rodovias federais, necessitam de grandes recuperaçãoes devido as péssimas condições pelas quais se encontram.  Não podemos responsabilizar o governo do Presidente Lula, por esta crítica situação das BRs brasileiras, até porque este é um problema que já vem perdurando por vários governos mas, urge a necessidade que o governo atual, coloque como prioridade a infra-estrutura que o Brasil  precisa para receber grandes investimentos e de uma grande  movimentação de turistas de outros países que utilizariam estas rodovias brasileiras trazendo divisas, desenvolvimento e progresso  mas,  para isso seria essencial a recuperação de nossas rodovias , pois hoje, da forma em que  se encontram atrapalham o desenvolvimento econômico e social do país, haja vista que por estas estradas é feito o escoamento da produção agrícola do país.

As péssimas condições das BRs brasileiras, onera mais ainda os preços dos produtos agrícolas, em função dos gastos das transportadoras que contabilizam as despesas com as quebras de seus veículos , é lógico que com isso os produtos agrícolas sofrem aumentos consideráveis em função do preço dos transportes e as péssimas condições das estradas acabam elevando os preços dos produtos, como  exemplo a cesta básica  com  isso a inflação aumenta.  Sem contar as perdas de vidas ou sequelas em acidentes em função de vários fatores inclusive a má conservação das rodovias, causando prejuízos incalculáveis aos turistas , brasileiros ou não, que trafegam nessas estradas principalmente nas férias e em feriados prolongados .

Nos últimos dias, acidentes, nas estradas federais deixaram pelo menos 66 pessoas mortas, segundo balanço preliminar sobre a operação de Natal da Polícia Rdoviária (PRF).  Só em Minas Gerais, 34 pessoas morreram em acidentes nas estradas federais.  Houve aumento de 30,74 na média de número de mortos em relação ao mesmo período no ano passado.  A BR 262 que liga Belo Horizonte/Vitória, também está precisando de atenção por causa das chuvas dos últimos dias, e os motoristas que irão utilizar este percuso da montanha ao mare vice e versa, precisam dirigir com bastante cuidado, devido a quantidade de acidentes registrados em Minas Gerais que é fortemente influenciada pelo tamanho da malha de estradas federais que cortam o estado.  São cêrca de 14,1 mil quilômetros de rodovias federais, 1/4 do total do país, a maioria com problemas.

No Paraná, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, 32 pessoas já morreram e quase 500 ficaram feridas no período de 20/12/08 a 25/12.  Em São Paulo, segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), houveram 15 mortes em rodovias estaduais em apenas 2 dias de operação.  Na avaliação da polícia mineira, a elevação do índice pode estar relacionada com estragos nas estradas provocadas pelas chuvas que atingiram o estado neste fim de ano.  Além do acúmulo de águas nas pistas, o asfalto de algumas estradas foi danificado e apresenta buracos e rachaduras.

Alguns dados e informações citados neste artigo, foram extraídos dos principais jornais brasileiros.

O Destemido José Alencar

O Vice-Presidente da República José Alencar era senador, representando o seu estado Minas Gerais, quando José Dirceu era o Presidente Nacional do PT e articulou uma aliança politica entre o PT e o PL(hoje Partido da República).  Naquela época Lula tinha força politica em grande parte do eleitorado brasileiro porém,  não tinha respaldo e nem apoio de grandes empresários e, através de  Alencar, Lula e o PT teriam o apoio que necessitavam para ganhar as eleições de 2002, e que não possuiam em 1989, 1994 e 1998. 

  Mesmo sendo combatido por parte de petistas radicais que eram contrários a aliança PT/PL, José Alencar foi convidado por Lula para ser o  candidato a Vice-Presidente, com isso Lula ganhou grandes adesões tanto no meio politico como empresarial passando a ter um grande respaldo junto a elite do empresariado brasileiro, onde Alencar, sempre foi respeitado, admirado e reconhecido como uma grande liderança e tendo principalmente uma credibilidade fora do comun, não só em seu estado de origem, mas em todo o território nacional.  

 Fortalecido e imbatível Lula se elegeu  Presidente da República do Brasil, tendo como Vice-Presidente  José Alencar.   No governo, nas missões na qual foi designado pelo Presidente,  se destacou em todas, como um autêntico general em batalha vitoriosa.  Foi assim como Ministro da Defesa quando a tropa estava descontente, firme em suas decisões, acalmou a situação e passou a ser respeitado também por toda a oficialidade das três forças armadas.  

 Como Vice-Presidente, chegou a trombar de frente com os Ministros da área econômica do governo e no  início do primeiro mandato, divergiu publicamente com eles, em relação a política de taxas de juros implementadas pelo Banco Central.  

 Nas eleições de 2006, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva já reconhecia que José Alencar se tornara o grande alicerce em seu governo e fêz o que todos os brasileiro já esperavam, convidou-o mais uma vez para ser o seu companheiro de chapa como candidato a Vice-Presidente da República, Alencar mesmo já sentido alguns problemas com relação a sua saúde aceitou o convite.   Ao contrario de 2002, os tais petistas radicais  deram a mão à palmatória e também reconheceram a importância do  companheiro Zé Alencar,  como eles carinhosamente passaram a tratá-lo. 

 Com serenidade, clareza e coragem José Alencar está enfrentando uma batalha imensa para se livrar de um sério problema de saúde, com uma força insuperável e uma fé inabalável, conseguirá mais uma vez  se sobrepor a esta adversidade.  Como afirmou a jornalista Dora Kramer em sua coluna em 04/12/08: ''José Alencar demonstra invejável aptidão para humilhar a adversidade, um forte''.

                                                

                                                                                               A AMAZÔNIA AMEAÇADA

Em novembro de 1995, o autor deste artigo que na época era diretor do jornal ‘O Solimões’, esteve a convite do VII COMAR , sediado em Manaus, visitando  a aldeia  dos índios Yanomami, no município de São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, que faz fronteira com dois países: Venezuela e Colômbia.  A visita a esta aldeia indígena havia sido programada pela presidência da República para a inauguração do primeiro radar do projeto  SIVAM .  Vários ministros se faziam presentes a esta inauguração, dentre eles, os ministros: Justiça, Nelson Jobim(hoje ministro da Defesa),  Ronaldo Sardenberg da Secretária de Assuntos Estratégicos  da presidência da República e, o ministro do Estado Maior das Forças Armadas (atual  Ministério da Defesa), General Benedito Onofre Serra Leonel, o qual  afirmou para o jornal “O Solimões”,  que a soberania brasileira não é ameaçada  apenas pela cobiça internacional sob suas riquezas mas também, pelos delitos transnacionais que provocam novos tipos de conflito.   Devido a importância dessas afirmações, estou copiando e colando esta citada entrevista , para aqueles leitores do JD que não tiveram a oportunidade de ler o jornal “O Solimões”, o qual não circula mais,  para que possam também , conhecer os problemas amazônicos.  Na realidade, 13 anos depois desde a implantação dos projetos de Vigilância e Proteção da Amazônia, esta imensidão  territorial brasileira, continua a exigir do governo e de grande parte dos brasileiros, uma preocupação  constante com relação a nossa soberania.

O SIVAM e o SIPAM estão em plena operação, e o abate as aeronaves suspeitas foram autorizadas, mas os atos ilícitos continuam.  Agora, não mais pelo ar e sim através dos rios amazônicos.  Basta ler os jornais diários de Manaus para comprovar esses fatos. 

Índios da Amazônia e a ONU.

Os povos indígenas do Brasil sempre foram usados de alguma forma por aqueles que buscaram a riqueza e a fortuna através das matérias primas existentes em seus habitat. Já em 1870, a industrialização européia sob o signo do imperialismo , inaugurava a nova era da conquista da floresta amazônica.

 

Dez anos depois, a indústria automobilística européia produzia uma grande demanda de borracha extraída da floresta amazônica. Os povos indígenas eram atraídos pelo homen branco através do escambo e após estes primeiros contatos os índios eram escravizados e obrigados a trabalhar na extração de borracha para enriquecer o homen branco .

 

Esta escravidão durou até a grande crise econômica do Brasil patrocinada pela Inglaterra que decidiu levar sementes de seringueira para sua colônia na Ásia, a Malásia.   Este fato modificou por completo a estrutura econômica da Amazônia e pelo menos neste aspecto, os índios voltaram a viver em paz.

 

No livro "The Millenium Among The Tupy-Cocama", do escritor Oscar Alfredo Aguera, publicado em 1992 em Uppsala , na Suécia , há uma carta ditada por um Cacique da tribo Cocama para três pesquisadores: Don Félix Chávez, Don José Maria Castro e Don Eduardo Melendez, com o seguinte conteúdo:"Nós agora sozinhos somos donos de nossas obrigações, sem ser solicitados, obrigados ou tratados pelos brancos como escravos. Agora,através de nossas próprias vontades, reconstruiremos coisas boas que nós tivemos e voltaremos a ter. Submetendo a todas as leis que existem ou que possam existir em nosso favor, vamos nos submeter às autoridades do governo. O que não aceitamos mais é sermos forçados a trabalhar e a viver de forma injusta em nosso habitat".

 

Em 26 de março de 1993, os povos indígenas reunidos na Casa de La Cultura Ecuatoriana em Quito, Equador, ouviram um discurso pronunciado por Valério Grefa-Coordenador Geral da COICA, a Coordenadoria de Las Organizaciones Indígenas de La Cuenca Amazônica. Num trecho do discurso Grefa declarou: "Los pueblos indígenas no somos ambientalistas, los pueblos indígenas no somos ecologistas, los pueblos indígenas con nuestra vivência conservamos, protegemos, convivimos con nuestra madre tierra... "Y si nos arrancan la tierra están arrancando la defensa de la naturaleza ; si matan a un índio están matando la naturaleza; por lo tanto, alli está nuestra sabiduria estamos dispuestos a defender lo más preciado del mundo...la vida. Salvando los territórios, salvando los recursos, salvando los bosques, purificando el agua, el aire, estamos salvando el pulmón de la humanidad...estamos salvando el planeta"

 

.Em 1995, os índios Kokama de Tabatinga-Am, foram excluídos de uma demarcação que havia sido realizada pela FUNAI , para o território indígena Ticuna ÉVARE, onde também habitavam os Kokama.   Estes por sua vez, não tendo mais a quem apelar procuraram a direção do jornal "O Solimões", e contaram a sua história.   A diretoria e o editor do jornal resolveram apoiá-los, haja vista que a diretora do jornal Maria Regina Bivar Silva´é filha de uma india Kokama de São Paulo de Olivença -Am, ela entao ficou responsável em buscar mais informações junto a FUNAI, em Manaus, que por outro lado negava naquele momento, a existência desta etnia.   Alguns funcionários deste órgão indígena informavam que os Kokama já tinham sido extintos, o jornal ´´O Solimoes´´ chegou até a realizar uma exposição com a presença de alguns índios Kokama no Museu do Homen do Norte em Manaus para comprovar a existencia desta etnia, foi quando através do Sr. Antonio Samias Cacique da comunidade de Sapotal, foi criada a COIAMA-Coordenação de Apoio aos índios Kokama, e a partir daí, foram contactadas as autoridades de Brasília e foi solicitando ao Presidente da República Fernando Henrique Cardoso e ao Ministro da Justiça Nelson Jobim, um grupo de estudo para identificação dos índios Kokama no Amazonas. O Presidnte FHC, prontamente e gentilmente respondeu através de telegrama datado de 17 de outubro de 1995, com o seguinte teor: "Senhora Maria Regina Bivar Silva, representante da COIAMA, acuso recebimento correspondência de 27/07/95, informo pleito encaminhado ao Ministério da Justiça, nesta data, Orgão competente para informar sobre assunto. Fernando Henrique Cardoso-Presidente da República´´.

 

 Registro esses fatos , por uma questão de reconhecimento aquele que tinha como sua companheira uma pessoa sensível à causa indígena brasileira. Refiro-me a saudosa ex-Primeira Dama e Antropóloga D.Ruth Cardoso.   Após, este telegrama do Presidente FHC, todos os esforços de governo foram feitos via Ministério da Justiça e FUNAI, visando o reconhecimento, identificação e demarcação do povo indígena Kokama e hoje, este povo, tem mais de 20 comunidades reconhecidas, tendo algumas delas já sido declaradas como Terra Indígena e algumas já homologadas pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva que deu proseguimento as demarcações iniciadas no governo de FHC.

 

Muito se tem escrito a respeito dos índios da Amazônia e nota-se um certo temor por parte de alguns brasileiros com relação a demarcação de terras indígenas e que elas possam servir de pretexto de manobra para interesses internacionais de criações de territórios independentes.   Só quem não conhece os índios brasileiros, pode pregar uma bobagem dessas.

 

 Na verdade, os índios tem orgulho em ser brasileiros e defendem com coragem e destemor a soberania deste país que já era deles antes do descobrimento, quem conhece os batalhões de fronteira do Exército na Amazônia, tem conhecimento que a maioria dos nossos soldados que guarnecem as nossas fronteiras são índios e não imaginam a felicidade que eles sentem quando estão servindo a Pátria. 

 

 Essa história de que através dos índios a ONU poderia decretar a intervenção na Amazônia criando-se um território independente ou que a Amazônia poderia se tornar um patrimônio da humanidade por causa de tantas terras indígenas demarcadas, chega a ser uma bobagem sem limite, isso não passa de uma utopia e um grande roteiro de filme de ficção.     

 

  Afinal, os índios brasileiros tem direito apenas ao usufruto da terra pura e simples para habitarem pois, no mesmo Artigo Constitucional, que destina a posse permanente dos índios nas terras que habitam , lhes tira os direitos exclusivo das riquezas.  Haja vista, que no inciso terceiro do artigo 231 diz : ''O aproveitamento dos recursos hídricos incluídos os potenciais energéticos,a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivadas com autorização do Congresso Nacional , ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da Lei".

 

Já o inciso quarto deste mesmo artigo determina que: " As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas imprescritíveis''.    Sendo assim, a terra indígena pertence a União que demarca e destina aos índios a posse permanente. 

 

 A realidade e que  o próprio Ministro da Defesa do Brasil afirmou, esta semana para a imprensa: ''As terras (indígenas) não pertencem a eles (índios), mas, sim propriedades da União''.  Assim sendo, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou recentemente um decreto autorizando a instalação em reserva indígena, de mais  28 postos de fronteira.   Atualmente, as Forças Armadas mantém 20 postos militares em áreas indígenas.


Se existe a perda de confiança na lei, urge a revisão constitucional

A coisa está feia no Brasil, e, está chegando a hora em que a polícia vai ter que se expressar diante de quem comete algum ilícito para dar ordem de prisão da seguinte forma:

Por obséquio, o distinto, e provável suspeito cidadão , V.Sa. ou V.Exa. poderia me acompanhar por alguns minutos até ali na delegacia, onde o digníssimo será interrogado e posteriormente liberado por habeas corpus preventivo?

Algemas? Não excelência!Elas só serão usadas em pobres ou ladrões de galinhas. Camburão? Não, nobre convidado, o seu lugar é na cadeira da frente ao lado do motorista.

Não precisa se preocupar com este inquérito, pois, se o delegado se exceder um pouquinho e solicitar alguma autorização da justiça para conseguir umas conversinhas pelo seu telefone, não se preocupe.

Depois, a própria polícia faz uma outra operação batizada de a, b, c, d, e, f, g e, investiga quem investigou o digníssimo distinto, nobre e improvável suspeito. Se aconteceu ou está acontecendo algo parecido com esta situação é mera coincidência.

A verdade é que urge a convocação de uma nova Assembléia Nacional Constituinte, para reformar uma Constituição que foi importante quando promulgada há 20 anos.

Que precisa de algumas mudanças, como por exemplo: total independência do Poder Judiciário  do Poder Executivo. Não dá mais para suportar Ministros do STJ, STF, TCU e Procuradores Federais sendo nomeados pelo Presidente da República.

A mesma coisa nos MPEs e TCEs, os Procuradores, Conselheiros e Desembargadores sendo nomeados pelos governadores. A questão da lista tríplice para escolher um nome depois, geralmente sempre o escolhido é quem acaba tendo menos votos entre os seus pares.

É interessante ficar escrevendo comentários para o Kotscho, Noblat e outros, mas, isto não resolve. Mudar também do Brasil , acho que não é a solução, afinal a reação a tudo isso , começou aqui mesmo no JD, quando esta legião de abnegados defensores da ética, moralidade e probidade aqui se manifestaram.

A participação popular nos debates propiciados pela internet é bastante saudável e providencial . Agora, se este processo de debates está tomando um rumo perigoso de perda de confiança na lei e nas instituições responsáveis pelo seu cumprimento como afirma Ricardo Kotscho em seu  artigo publicado, baseado em constatação do cientista político Bruno Lima Rocha, em artigo publicado no blog do Noblat, isto é um problema da impunidade na qual o país  se encontra mergulhado e, que só terá conserto com uma provável revisão da própria lei.

Os sacoleiros do Brasil

No momento em que o senado se prepara para  votar um projeto de lei que define  a situação dos sacoleiros no Brasil,  publico este artigo que mostra os dois lados da moeda sobre este assunto e de uma experiência vivida por um passageiro de um ônibus  em 1996 em uma viagem de São Paulo/Vitória na qual dos 48 passageiros no ônibus, só ele não era sacoleiro.

                                                                                                                              
Os sacoleiros não se deram por vencidos com a decisão do governo federal de reduzir a cota de importação de mercadorias adquiridas no Paraguai e foram às compras com toda a família. É comum hoje, nos ônibus que vão e voltam do Paraguai para o Brasil, encontrar duas ou três famílias ocupando todas as poltronas e com o bagageiro dos ônibus superlotados com os mais variados produtos: televisores, video-cassete, rádio-gravador, cd's play's, relógios, ventiladores e até fogões e frigobar.
Na sua maioria pessoas da extinta classe-média. Os sacoleiros driblam a vigilância e a crise de desemprego com a venda dos produtos adquiridos no Paraguai. 

                                                                                                                                                                                                 A redução da cota de importação, de 250 para 150 dólares imposta pelo governo, que tentou coibir as compras dos sacoleiros no Paraguai, só serviu para motivá-los a criar o "Turiscompras", ou seja, os sacoleiros incluíram todos os membros de suas famílias no negócio. Famílias com, no mínimo, 10 pessoas viajam de vários pontos do país rumo ao Paraguai, em ônibus de linhas interestaduais, para despistar os fiscais da Receita Federal do lado brasileiro. 

                                                                                                     Um sacoleiro identificado apenas pelas iniciais C.A.P. que faz regularmente ida e volta o percurso Vitória/R.Janeiro/S.Paulo/Foz do Iguaçu disse; '' fica mais fácil driblar a fiscalização na fronteira do Brasil com o Paraguai viajando em ônibus de linhas inter-estaduais, do que viajar em excursões, viajar em ônibus de excursão dá muita bandeira", disse o sacoleiro, que estava levando para casa junto com seus irmãos e primos, o equivalente a R$ 3.000(três mil),em mercadorias , o que vai lhe proporcionar um lucro de R$ 6.000(seis mil). 

                                                                      Outro dado interessante é que os sacoleiros, nestas excursões de "Turiscompras" no Paraguai, só gastam o equivalente a 30% do que gasta um turista normal, que tem despesas com hotéis, compras e passeios.   Eles só gastam dinheiro com a passagem de ônibus e duas refeições por dia, dormem nos ônibus, nas rodoviárias e nos postos de parada obrigatória de todos os ônibus.     O assunto durante este tempo de viagem era a expansão de seus negócios ao Nordeste e Norte do país. Tinha um sacoleiro afoito que queria comprar 4mil dólares de mercadorias no Paraguai, embarcar em ônibus até Belém e, depois ir de barco até Manaus, onde disse ter amigos que o ajudariam na venda. É a realidade de um país que tem milhões de desempregados que, de alguma forma, precisam sobreviver e sustentar suas famílias. Devido as circunstâncias, colocam os pés na estrada rumo ao Paraguai, onde vão comprar mercadorias para revenderem no Brasil. 

                                                                                                                                                                                                                                                        Ser sacoleiro hoje, no Brasil, é uma necessidade principalmente nestes tempos de crise, enquanto os pobres enchem suas sacolas no Paraguai, os ricos também aproveitam para embarcar na onda dos sacoleiros, direto de Miami e Nova York para o Brasil. 

                                                         De Norte a Sul, o Brasil é hoje um país com milhares de desempregados que buscam através desta atividade um forma de sobrevivência.                Não será através de redução de cotas de importação que o governo brasileiro  conseguirá desarticular os sacoleiros pois, em todos os estados brasileiros, onde houver um desempregado, ali haverá um futuro sacoleiro. 

                                                                                                                                                                                                 A culpa disso tudo não pode entrar só na balança do governo, pois uma parcela deve ser creditada à alguns empresários que não perceberam que o Brasil mudou, e que o importante hoje, não é a grande parcela de lucro no final do ano, mas o produto com o preço real em condições de competir com os outros mercados.        Hoje no Brasil, os empresários  precisam entender que existe uma livre concorrência de mercado não somente restrita aos brasileiros.

                                                                                                               Nós descobrimos outros mercados vendendo nossos produtos para outros países , o Brasil também foi descoberto como um grande mercado para os produtos do mundo inteiro .
O desemprego gera o sacoleiro. As indústrias no Brasil estão parando e mandando os seus funcionários embora porque, com as crises econômicas e o assombroso "Custo Brasil", fica mais fácil importar produtos (que nós produzíamos antes) de outros países do que fabricá-los aqui.    Para o empresário, fica mais barato importar do que produzir e ter que pagar todos os encargos sociais existentes neste país. A alíquota de importação, neste caso fica mais barato. Com isto quem produzia alguma coisa ontem, passou a ser um grande sacoleiro hoje.

                                                                                                                                                            Passados 12 anos que eu publiquei este artigo, hoje 06 de novembro de 2008, lí no site de um senador que, no Senado esta semana foi fechado um acordo  em torno do chamado "Projeto dos Sacoleiros". Os senadores fecharam acordo com a liderança do governo no sentido de apresentarem uma proposta de substitutivo ao Relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores, colocando dentro da legalidade a atividade dos sacoleiros.      Na prática, os senadores caso aprovem este projeto, irão legalizar a ilegalidade e facilitar o ingresso no país, de produtos procedentes da China, Panamá, Paraguai, Miami e de outros países sem prejuízos aos fabricantes brasileiros , ou seja, vão legalizar o contrabando no Brasil.  

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