A POLÍTICA E O MEIO AMBIENTE NO BRASIL

 

Estou ausente de minha cidade de origem Vila Velha- Espírito Santo, há exatamente 32 anos, radicado em Manaus capital do Estado do Amazonas, onde constituí família e me tornei amazonense de coração.

Mais ninguém consegue esquecer totalmente de suas raízes e mesmo a distância, tenho acompanhado o movimento político dos meus contemporâneos, principalmente o que acontece na Vila que foi habitat dos índios Botocudos, Aimorés e Goitacazes se tornando depois, capitania hereditária do nobre português Vasco Fernandes Coutinho que batizou esta terra, inicialmente de Espírito Santo logo na sua chegada, devido os portugueses comemorarem no dia da chegada, a santíssima trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.Depois no local onde foi realizado o desembarque dos portugueses, passou a ser chamado de Vila Velha, em decorrencia da Vila Nova(depois Vitória),onde muitos portugueses se refugiaram com medo dos ataques dos índios, e o Estado,de Espírito Santo.

Em 1980, por livre e espontânea vontade, resolvi deixar esta cidade de minha naturalidade, para trilhar por um caminho que me levou a Manaus (Leia o artigo ‘’Brasil Meu Destino’’ no Blog; http://isaiasribeirojs.blogspot.com.br/2012/04/brasil-meu-destino.html  onde tive a oportunidade de fazer um curso intensivo em política e posteriormente aprender com os grandes mestres da política do estado do Amazonas, como o professor Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes e Arthur Virgilio Neto, como se faz política de verdade neste País.

Com relação a política do meu estado de origem, jamais deixei de acompanhar os fatos e os movimentos políticos, mesmo participando ativamente da política no Amazonas, um estado que é um exemplo de preservação do meio ambiente e da floresta, onde com muita honra, consegui exercer um cargo público, tendo sido nomeado pelo governador Gilberto Mestrinho em 1991, seu Assessor Especial, lotado no Gabinete do Governador.

Desde garoto sempre me interessei por política e jornalismo, aos 10 anos de idade, escrevi meus primeiros artigos no jornal suplemento infantil ''A Gazetinha''do jornal ‘’A Gazeta’’ de Vitória, aos 15 anos escrevi o primeiro jornal, que foi rodado em um mimeógrafo emprestado, no Município de Marataízes, onde tive a oportunidade de morar durante 03 anos, quando também exerci o cargo de operador de som daquele que seria o embrião do primeiro canal de televisão no Sul do estado do Espírito Santo (Leia o artigo ‘’O Barão da Televisão do Espírito Santo''; http://isaiasribeirojs.zip.net/arch2011-08-01_2011-08-31.html

Conheci a maioria dos prefeitos que governaram minha cidade de origem, como; Tuffi Nader (um grande amigo), Solon Borges, Américo Bernardes, Vasco etc.

No governo do estado, acompanhei os trabalhos de Elcio Álvares, Eurico Resende, Gerson Camata, Vitor Buaiz e Albuino Azeredo,com estes dois últimos, mantive contato por correspondências e visitei os dois, um quando era o prefeito de Vitória e o outro, quando era o governador do estado.

Sempre que viajo para o Espírito Santo, procuro me informar a respeito da política no estado, e agora neste mundo globalizado, tenho acompanhado atentamente os fatos da política de vários estados, inclusive este de minha origem, e me surpreendi com uma situação que achava não existir mais em um estado da Região Sudeste, mais que é muito comum aqui no Norte do País, principalmente no estado do Pará, onde em alguns Municípios as questões da política, de terras e ambientais, são tratados no estilo do velho oeste americano.

Estou me referindo ao episódio que esta acontecendo em Vila Velha, que segundo matéria da jornalista Flavia Bernardes do jornal ''Século Diário'' no último dia 03/05 2012, “Líder Comunitário que Denunciou Crimes Ambientais em VV Sofre Novo Atentado’’. Pelo que sei, nunca houve esse tipo de violência em Vila Velha com os defensores do meio ambiente canelas verdes. Será que em pleno século XXI, em uma cidade que habita um povo pacífico, que não tem este costume de fazer guerra agrária, surgiu algum latifundiário que quer acabar através da força e da prepotência com as áreas verdes desta cidade, que esta a pouco mais de 600 km de distância,de onde será realizado o maior evento mundial em defesa do meio ambiente do planeta, a Rio+20, que terá a participação de Presidentes e Primeiros Ministros dos quatros cantos do mundo.Veja Link do fato:http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=63912

Segundo a denúncia, na região foram aterrados uma área de alagado e um córrego. Ao reunir a comunidade para discutir o dano ambiental, os presentes foram calados por uma salva de tiros contra o local em que estavam reunidos.

Faço um apelo a Presidenta Dilma Rousseff, no sentido de determinar ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério da Justiça, que intervenha o mais rápido possível nesse caso, antes que aconteça o pior e a imagem do Brasil volte a fazer parte no cenário internacional, como o País que não protege os cidadãos de bem, que são ameaçados e mortos por lutar em defesa do meio ambiente, como aconteceu com Chico Mendes no Acre e tantos outros brasileiros que tombaram por defenderem o Meio Ambiente do Brasil.

Apesar de existir um capítulo com um artigo e vários incisos na Constituição Federal, oferecendo a todos os brasileiros o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, para o uso comum do povo, essencial a sadia qualidade de vida. Impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para o presente e futuras gerações.

Alguns pacatos cidadãos buscam através da lei evitar a degradação e as condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, causados por pessoas inescrupulosas e gananciosas que tentam de todas as formas explorar os recursos naturais, sem recuperar o meio ambiente e com isso os defensores da natureza são tratados a ferro e fogo, sendo um empecilho para aqueles que cometem crimes ambientais.

E para piorar ainda mais a situação do meio ambiente no Brasil, ainda foi aprovado na Câmara e no Senado, um Código Florestal que só beneficia aos inimigos da natureza. O texto aprovado pelo Congresso Nacional, dá anistia total e irrestrita a quem desmatou demais e ainda dá brechas para que mais desmatamentos possa ocorrer no Brasil. Infelizmente prevaleceu um corporativismo político nas votações, dominadas por ruralistas que impuseram ao povo brasileiro este troço ai, que eles estão chamando de Código Florestal.

 

http://www.dumilustrador.blogspot.com.br/

Agora esta acontecendo uma mobilização nas redes sociais na internet com a campanha ‘’Veta, Dilma’’, o qual internautas de todo o Brasil estão apelando a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff para veta este Código Florestal.Saiba mais sobre esta campanha no Link:

http://acritica.uol.com.br/amazonia/Campanha-Veta-Dilma-mensagens-bem-humoradas-Manaus-Amazonas-Amazonia_0_694130599.html:

 Os ''Canelas Verdes'' de Vila Velha:

Etimologia

No início da colonização capixaba surgiu o apelido canela-verde. A versão mais aceita é de que o apelido foi criado pelos índios para os primeiros colonizadores, porque existia uma grande quantidade de algas marinhas na costa capixaba que manchava as calças e a canela dos portugueses quando desembarcavam. Há quem diga também que o apelido pode ter origem pelo costume português de se usar meias longas verdes.

PARA TUDO FICAR COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES

foto do site:fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Ao que parece a corrupção em vários estados brasileiro envolvendo desvios de verbas públicas em prefeituras e, relações suspeitas, entre governadores, ex- governadores, deputados federais e um senador, com um bicheiro que manipulava verbas, que seriam para construir hospitais, escolas, habitação, estradas etc. estava se tornando uma endemia entre políticos desonestos com pensamentos e estratégias malignas que resolveram trilhar pelos caminhos dos maus feitos, usando como escudo as bandeiras da ética, moral e honestidade que caíram ao chão com a descoberta deste emaranhado de teias que ligam um esquema a outro.

Em função disso, blindagens para não atingir este ou aquele, estão sendo construídas através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, no passado as temidas CPIs mistas, cujo seus integrantes rugiam como leões e colocavam perante a sociedade os fatos verídicos que realmente estavam acontecendo e, o Brasil inteiro se escandalizava com a lavação de roupa suja que era feita em público e diante das câmeras.  O ibope era garantido ultrapassando índices jamais alcançados por um canal de televisão brasileira. 

Ao contrário de tudo isso hoje, o que a população brasileira está assistindo é um misto de operação abafa, misturado as articulações que estão sendo feitas, visando a manter o controle de uma situação para que a população não possa ter conhecimentos de determinados fatos, que se revelados a opinião pública, poderão causar um estrago muito maior do que tudo o que já foi revelado até agora.

O mais estranho ainda é que em pleno século XXI em alguns estados e prefeituras do Brasil, cunhadas e parentes e até cônjuges de prefeitos, governador e ex-governador,  estão assumindo funções em órgãos de governos e tribunais de contas para fiscalizar gastos de governos.

Veja estes links: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,primeira-dama-do-piaui-toma-posse-como-conselheira-do-tce,867912,0.htm  http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=63762

Resolução 72/2010 Poderá Incentivar Criações de ZPEs e ZFs

 

Pólo Industrial de Manaus (PIM),outrora ZFM.

A Resolução do Senado Federal 72/2010 aprovada esta semana, que unificou a alíquota em 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ''poderá gerar um gargalo logístico no Porto de Santos, com o retorno da demanda de importações''. Quem fez esta afirmação, foi o Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (SINDASP) Valdir Santos, para a Revista e Portal ''Guia Marítimo'' publicado também em vários jornais brasileiros, inclusive o jornal ''A Critica'' de Manaus no caderno de Economia pagina A11, em 26 de Abril de 2012.

O Presidente do SINDASP disse também que, ''Mesmo com altos investimentos em armazéns privados, o Porto de Santos atualmente opera no limite de sua capacidade''. Em referência ao Porto que receberá grande demanda, devido sua localização estratégica e aos aspectos administrativos e operacionais.

Com a aprovação desta Resolução, a tendência será aumentar ainda mais esta demanda de importações no Porto de Santos, até pela grande infra-estrutura que o estado de São Paulo possui.

O Presidente do SINDASP apresentou também, soluções para os Portos de outros estados, que segundo ele, deverão ter a suas demandas diminuídas.

Ele citou, por exemplo, a implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), utilizando a infra-estrutura já existente, implantação do Regime de Reporto e o estabelecimento de Zonas Francas, a exemplo da Zona Franca de Manaus.

E teve políticos do Amazonas, que comemoraram a aprovação desta Resolução, como se ela representasse a salvação do Pólo Industrial de Manaus (PIM), outrora Zona Franca de Manaus.

Leia a seguir, a matéria publicada no Site; Guia Marítimo, quinta feira, 26/04/2011, dois dias depois da aprovação da Resolução pelos senadores.

Fim da Guerra dos Portos pode gerar gargalos logísticos em Santos

Afirmação é do presidente do Sindasp.

 

Nesta terça-feira, a Resolução do Senado Federal 72/2010, que unifica a alíquota do ICMS nas operações interestaduais em 4%, foi aprovada e, de acordo com Valdir Santos, presidente do Sindasp (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo), pode gerar um gargalo logístico no Porto de Santos devido ao retorno da demanda de importações.

“Mesmo com altos investimentos em armazéns privados, o  Porto de  Santos atualmente opera no limite de sua capacidade”, afirma Valdir, em referência ao porto que receberá grande demanda, devido a sua localização estratégica e aos aspectos administrativos e operacionais.

Em contrapartida, o executivo aponta soluções para os portos de outros estados que deverão ter a sua demanda diminuída, como por exemplo: a implantação de ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação), utilizando a infraestrutura já existente, implantação do regime de reporto e o estabelecimento de zonas francas, a exemplo da Zona Franca de Manaus.

Santos, ainda faz outra sugestão: “Que as instalações do Porto de Vitória, no Espírito Santo, sejam utilizadas em prol do comércio exterior, como possível sede do Ministério do Comércio Exterior, órgão cuja criação tem sido pleiteada há muito tempo, para simplificação das normas aduaneiras e desburocratização do setor”, ressalta.

http://www.guiamaritimo.com.br/fim-da-guerra-dos-portos-pode-gerar-gargalos-logisticos-em-santos/

 

O PRINCÍPIO FEDERATIVO

 

 

                                                                     Foto do site:cambury.edu.br

Parlamentares e governadores de estados brasileiros das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tem travado grandes batalhas no Congresso Nacional, visando a manter certos privilégios com relação a incentivos fiscais concedidos pelo governo federal em décadas passadas. Que agora resolveu modificar alíquotas de ICMS de importação e exportação, através de Projeto de Resolução do Senado (PRS) 72/2010, o qual unifica em 4% as alíquotas interestaduais do ICMS sobre importados.

Outra batalha assistida por todos os brasileiros, na arena política da Câmara e do Senado, foi á votação da Lei que regulamenta a distribuição de royalties da forma igualitária entre estado e municípios produtores e não produtores de petróleo. Proposta esta, do governo Lula, que foi votada e aprovada no Congresso, mesmo tendo esses dois estados realizado grandes campanhas, com forte apoio da população nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, que exigiram do governo federal que cumprisse contratos anteriormente assinados com os referidos estados, no sentido de respeitar direitos relacionados a distribuição dos royalties de estados produtores de petróleo.

Em ambos os casos, o governo saiu vitorioso e mudou as regras do jogo que ele havia firmado com os estados, tanto na unificação das alíquotas interestaduais do ICMS sobre importados, como na distribuição de royalties de petróleo.

Com estas mudanças, o governo não apenas passa a dar as cartas no jogo do poder como também consegue consertar uma situação que melhor lhe convém para compor, harmonizar e conciliar com os estados localizados em pontos estratégicos da geopolítica brasileira, visando fortalecer a grupos políticos que fazem parte da base aliada do governo.

Como também, se prevalecer estas alterações que a base governista esta fazendo no Congresso Nacional o governo federal passa a ter um grande poder diante desses estados, os quais terão que mendigar obras de infra-estrutura e rolagens de suas dívidas com a União em função de suas combalidas economias ter sofrido abalos em suas estruturas, devido perdas destas duas batalhas no Congresso Nacional.

Estados como o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, foram os primeiros estados brasileiros a sentirem o governo federal voltar ás costas para suas pretensões de manterem direitos anteriormente firmados com a União.

Com as economias enfraquecidas e sem grandes perspectivas, a curto e médio prazo para reverter esta situação, os estados prejudicados em seus interesses econômicos terão urgentemente que buscar alternativas que possa amenizar uma grande queda na arrecadação.

Podendo gerar inclusive uma grave crise econômica em decorrência de aportes financeiros que não mais entraram nas receitas financeiras dos governos estaduais.

Não obstante o governo federal estar acenando com a possibilidade de acordos, como antecipação de royalties etc. para beneficiar esses estados, o que na realidade já vem sedo feito há muitos anos, não é uma solução para reverter á queda e o rombo nas arrecadações dos estados nos próximos anos.

A verdade é que os governadores desses estados prejudicados, como também outros estados brasileiros, devem ficar de barbas de molho e com uma pulga atrás das orelhas, pois tudo aquilo que foi dito, pode ficar pelo não dito.

Alias diga se passagem, o governo federal prometeu prorrogar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, proposta que ainda não foi aprovada no Congresso Nacional.

Por outro lado tirou da ZFM, atual Pólo Industrial de Manaus (PIM), a primazia de fabricar os tabletes, e os parlamentares da base aliada do governo, na Câmara Federal, aprovaram a PEC da música que tira a exclusividade do PIM, da fabricação de DVDs e CDs, o que deverá repetir também no Senado.

A realidade é que existe hoje no Brasil, uma indução da política industrial e as mudanças geoeconômicas no País já começaram e discussões sobre novos Pólos de Desenvolvimento econômico através de propostas de novos projetos para os estados começaram a ser discutidos em vários Fóruns brasileiros.

Não havendo alternativa aos estados derrotados nestas batalhas, caberá provocar o STF para corrigir prováveis equívocos cometidos que venha a ferir o Princípio Federativo que estrutura nossa República.

E o estado do Espírito Santo que precisa e depende da concessão de incentivos fiscais através do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (FUNDAP), tendo empresas que recebem financiamentos provenientes deste Fundo, e investem porcentagens significativas em projetos que estão gerando desenvolvimento, renda e empregos no estado, perdida a batalha no Senado com relação ao PRS 72/2010, poderá entrar no STF argüindo a necessidade de se manter as alíquotas de ICMS sobre importados, nas porcentagens atuais, visando promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País. De acordo com o artigo 151, seção II ‘’Das limitações do Poder de Tributação’’ da Constituição da República Federativa do Brasil.

 

A TERRA DOS BRAVOS ÍNDIOS E A VILA VELHA DOS CAPIXABAS

Nasci e me criei de 1961 a 1980 no bairro de Aribiri, (Trata-se de termo de origem tupi que vem de arabori, araguori, arauori, araue’ri ou alaberi, significando sardinha, peixe da família dos caracídeos. (Cunha, 1989:65). Uma segunda versão da origem do nome aribiri é alaberi, araberi), um dos mais tradicionais bairros da cidade de Vila Velha, que no século XVI pertenceu a um donatário que com sua caravela com 60 homens entre fidalgos e criados, fizeram uma incursão a esta terra, para se apossar das 50 léguas de terras, demarcadas pelo império português, para seu domínio, e no dia 23 de Maio de 1535, através da Nau Glória, Vasco Fernandes Coutinho atravessou a Baía, daquela que um dia iria se chamar Vitória orientada pela Serra que os descobridores (ou invasores) denominaram de Mestre Álvaro,

indo ancorar numa pequena enseada, situada a esquerda do Morro da Penha, onde anos depois, índios e religiosos construíram o Convento da Penha, que hoje é um símbolo não só de religião mais de arquitetura, por ter sido construída em cima de uma grande pedra no alto da montanha.  E, por um povo marcado pela grande religiosidade e pelo fato do convento fazer parte da própria história do Espírito Santo, sendo hoje um grande santuário do povo capixaba.

 Ao norte do morro também denominado pelos portugueses de João Moreno, os colonizadores europeus, julgavam ser a Baía de um grande rio  deram então a terra o nome de Vila do Espírito Santo em vista de celebrar-se naquela data a igreja católica, a festa do Divino Espírito Santo.

O desembarque a essas terras porem não se fez com facilidades, pois os verdadeiros donos da terra, os indígenas que já habitavam há séculos, em defesa de sua terra, lutaram com coragem, armados com arcos e flechas, atirando suas setas dirigidas ás embarcações dos invasores. 

Houve necessidade de fazerem troar as duas peças da artilharia da caravela contra os índios que resistiram bravamente as invasões daqueles homens brancos em suas terras, mas o poderia militar do invasor era bastante superior e suas flechas não podiam contra os canhões, e os bravos índios, Aimorés, Goitacás e Botocudos recuaram, permitindo a posse da terra pelos invasores.

Hoje Vila Velha com uma economia pujante, precisa crescer mais, para não vir a se tornar um bolsão de pobreza,através da Zona de Processamento de Exportação ZPE e, buscando alternativas econômicas viáveis na área industrial e turística, poderá se consolidar como um destino natural de empresários e turistas na região sudeste.

Enfim, Vila Velha e outros municípios do estado do Espírito Santo encontrarão mais uma vez, alternativas econômicas para se transformar em pouco tempo em grandes Metrópoles da indústria, comércio e turismo.

 A VISITA DO IMPERADOR Á VILA VELHA

imperiobrasileiro-rs.blogspot.com

 Fonte: http://www.vilavelha.org/( http://www.vilavelha.org/historia.php )

Desde a mudança da sede da capitania para a ilha de Vitória a vida na antiga vila do Espírito Santo (Vila Velha) se reduziu, no período colonial e mesmo durante o período provincial de nossa História, a ocorrências esporádicas que se desenrolaram em torno da igreja de Nossa Senhora do Rosário e do Convento da Penha. Dentre essas ocorrências merecem registro os ataques dos holandeses contra as fazendas de açúcar de Vila Velha, no século XVII, e a tentativa fracassada de saquear o convento, o que deu origem à lenda do exército de Nossa Senhora que os holandeses viram descendo das nuvens para salvar o santuário. Baseado nesta lenda, o pintor Benedito Calixto fez o quadro que se acha exposto na galeria do convento, junto com outros de sua autoria, tendo por motivo temas ligados às tradições daquele monumento histórico.

 No século XVII, o donatário Francisco Gil de Araújo, que adquiriu a capitania do Espírito Santo a um dos herdeiros de Vasco Fernandes Coutinho, construiu, em Vila Velha, na praia de Piratininga, o forte que tem este nome, e que foi consagrado a São Francisco Xavier, razão pela qual é também conhecido pela denominação de forte de São Francisco Xavier da Barra.

 Para alguns autores, o forte de Piratininga, ainda hoje existente em área ocupada pelo 38º Batalhão de Infantaria do Exército, foi edificado em um sítio que, devido à sua posição estratégica, se prestou à defesa da capitania desde os tempos de Vasco Fernandes Coutinho. No século XIX, Vila Velha mereceu referências especiais dos viajantes que por ali passaram, dentre os quais, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, o príncipe alemão Maximiliano, o bispo José Caetano da Silva Coutinho e até do imperador do Brasil D.Pedro II. Na sua visita à Vila Velha, no ano de 1860, o imperador se fez acompanhar da imperatriz D. Teresa Cristina. D.Pedro II subiu ao convento da Penha e deixou registrado, no seu diário de viagem, a impressão que teve do magnífico panorama que se vê lá do alto.(

Capixaba
A origem do termo Capixaba.  Segundo os estudiosos da língua tupi, capixaba, significa; roça, roçado, terra limpa para plantação. Os índios que aqui viviam chamavam de ‘’capixaba’’ sua plantação de milho e mandioca. Com isso, a população de Vitória passou a chamar de capixabas, os indígenas que habitavam na região, depois o nome passou a ser usado para denominar todos os moradores do Espírito Santo.

Personalidade

Os indígenas que habitavam o solo espírito-santense deram à história do Brasil o nome de Araribóia, figura marcante nos esforços de combate à invasão francesa no inicio da colonização brasileira. Araribóia - Cacique da tribo temiminó, que partiu de Vitória com 200, índios para ajudar a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.

 HERÓI DE VÁRIAS BATALHAS

Bravo herói fundador de Carapina, Serra, ES e Niterói no Rio de Janeiro

 

estátua do índio Araribóia - Niterói/RJ- Foto tirada por Mirian Fichtner/Época

  Em 1560, a expedição de Mem de Sá foi combater os franceses no Rio de Janeiro. Levava Maracajaguaçu e Araribóia e outros Índios Flecheiros do Espírito Santo.

 No dia 15 de março de 1560, a expedição de Mem de Sá promove um ataque à Ilha Henri e consegue vencer, destruindo o Forte Coligny. Derrotados os franceses conseguiram escapar em grande número, refugiando-se no Continente.

O ataque a Ilha Henri está relatado em carta do padre Francês André Thevet na obra “La Cosmographie Universelle", editada em Paris, França, em 1575. Lá constam referências aos atos de bravura do Índio Fundador da Serra, Maracajaguaçu e de seu filho Araribóia.

 Mem de Sá volta a Salvador, na Bahia, em 3 de abril de 1560 e os franceses e Tamoios reagruparam-se e estabeleceram poderosas fortificações na Ilha da Carioca e na Ilha de Paranapuã.

Em 1564, com Estácio de Sá, combate na tomada da Fortaleza de Uruçumirim, na hoje Praia da Glória e depois destaca-se como herói na Batalha de Paranapecu, trecho da Ilha do Governador, que ia da Ponta do Galeão até as Flecheiras.

ARARIBÓIA SALVA GOVERNADOR

Somente em 1567, com a derrota das forças Franco-tamoias, foram os franceses afastados da baía de Guanabara. Contudo os Tamoios continuaram com suas batalhas.

Em 1568 Araribóia repele o ataque à Aldeia localizada, então, no Saco de São Diego, em São Cristóvão.

Araribóia está com o Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, quando ataca e extermina os franceses em Cabo Frio, tendo salvo a vida do Governador, que, na luta, ia morrendo afogado.

Araribóia tornou-se o primeiro Índio com serviços prestados à Coroa Portuguesa. Por ter salvado o Governador e ter praticado outros atos heróicos, foi agraciado pelo Rei de Portugal, Dom  Sebastião, com o título de capitão-mor, recebendo o hábito da Ordem de Cristo e a tença de doze mil réis anuais. Dom Sebastião honrou-o, ainda, com um traje completo de seu uso pessoal, numa demonstração de apreço, raras vezes concedida pelo Rei.Reconhecendo os portugueses a bravura do índio.

FUNDADOR DE CARAPINA

 

Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador,  procedeu pesquisas sobre Maracajaguaçu e Araribóia, descobrindo os livros: “História da Ilha do Governador”, de  Cybelle M. Ipanema e “Araribóia, o Cobra das Tempestades”, de Luís Carlos Lessa, sendo que ambas publicações confirmam:

 1- Maracajaguaçu era pai de Araribóia e vivia na Ilha dos Maracajás de onde saiu para o Espírito Santo. Foi socorrido por Vasco Coutinho que lhe mandara quatro navios e artilharia. No Espírito Santo o  padre Braz Lourenço foi encarregado dos Temiminós. (Página 51 do Livro “História da Ilha do Governador.”)

2 - Araribóia foi o fundador da Aldeia de São João, em Carapina. Depois de fundar a Aldeia, foi guerrear no Rio pois os Temiminós tinham ódio dos Tamoios.

 (Fonte: http://www.clerioborges.com.br/temiminosarariboia.html)

CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA NA CIDADE SAÚDE-GUARAPARI

        Praia da areia preta
em Guarapari. foto do site;fomatur.com.br      
                      
                  

Gosto muito de Guarapari no estado do Espírito Santo, as areias monazíticas,com virtudes alegadamente terapêuticas em tratamento de doenças como artrite e reumatismo, a calma e a tranqüilidade desta cidade, somada ao povo hospitaleiro educado e alegre, fazem deste balneário capixaba um lugar muito agradável para quem quer recarregar as baterias de um corpo físico cansado e estressado pela labuta diária. 

Sempre que vou a Guarapari, faço questão de conversar com quem trabalha e vive neste lugar.  Como capixaba de Vila Velha que há 32 anos escolheu viver em uma cidade cercada por rios e florestas, respirando ar puro em Manaus/Amazonas, de vez em quando gosto de ir ao encontro do mar, seguindo o mesmo roteiro dos rios amazônicos que deságuam no mar e, vou ao encontro do mar em Guarapari no Espirito Santo.

Na última vez que tive a oportunidade de voltar as minhas origens, foi em outubro de 2010, onde tive a oportunidade não apenas de curtir as praias, mais conversar com os meus conterrâneos sobre a cidade. 

Fiz questão de andar a pé, passando várias vezes pela ponte que liga o Centro de Guarapari ao Bairro Muquiçaba, onde podemos contemplar as garças pescando com seus bicos os peixes.

 

No dia da eleição do segundo turno para presidente do Brasil, fui justificar a ausência do meu domicilio eleitoral, na igreja Nossa Senhora da Conceição e, conversando com  moradores de Guarapari, fiquei impressionado com a consciência ecológica de um pescador, que me disse estar preocupado com a grande quantidade de lixo que havia sido jogado no canal de guarapari, no lugar onde morava e, que ele havia limpado o local sozinho, e que mesmo tendo solicitado providências, ninguém se interessou pelo assunto.

 

Ao contrario do que a classe política pensa, o debate ambiental terá que ser incluído na pauta de discussões de projetos e plataformas de governos.  A poluição atmosférica está causando grandes maléficos para a saúde gerada como conseqüências de projetos mal elaborados que sempre visavam só o lucro, sem a preocupação com o meio ambiente, mais ao que parece a população já se deu conta disso e movimentos populares organizados estão forçando um debate ambiental e a inclusão deste tema nas propostas de governos, dos pretensos candidatos a prefeitos dos municípios brasileiros.

 

HISTÓRIA DA CIDADE
A história conta que um missionário de Tenerife, a maior das Ilhas Canárias, província da Espanha, de nobres famílias da Península, Llarena, Loyola, Núñes e Anchieta e ainda soldado do grande santo Inácio de Loyola, arribou a estas terras brasileiras a 13 de julho de 1.553. Era o Apóstolo José de Anchieta. Depois de haver evangelizado em outros cantos deste País, veio para a Capitania do Espírito Santo ao lugar chamado Reritiba, hoje Anchieta (Padre Antônio Núñes).
No ano de 1.585, o Padre José de Anchieta fundou no alto da colina, uma capela que servia para residência dos padres em missão e catequese dos índios.A capela era dedicada a Sant'Ana ou Santa Maria.
Depois desta última redução, o Padre José de Anchieta deixou de ser Provincial e Diretor e, extenuado, recolheu-se a Reritiba, aonde veio a falecer a 09 de junho de 1.597.
Em 1.677, o donatário da capitania, Francisco Gil de Araújo, manda edificar na aldeia de Guaraparim uma igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição, por ser a padroeira da aldeia (hoje a ruína da igreja é patrimônio histórico).
Em primeiro de janeiro de 1.679, o Donatário Francisco Gil de Araújo eleva a Aldeia de Guaraparim à categoria de "Vila" e sua instalação sai em primeiro de março daquele ano.
A comarca de Guarapari foi criada pela Lei Provincial de 1.835, compreendendo a mesma o Rio Itapemirim, Beneventes e Guarapary.
Em 24 de dezembro de 1.878 Guarapari passou de vila a município, mas durante alguns anos ainda pertenceu à cidade de Anchieta.
O serviço telegráfico foi inaugurado em 1.888.
A Lei Estadual de 19 de setembro de 1.891, sancionada pelo Juiz de Direito e Presidente da Província, Coronel Manoel da Silva Mafra, deu a Guarapari foros de cidade.
Finalmente, em 29 de fevereiro de 1948, Guarapari teve sua Câmara instaurada.
A lei nº 779, de dezembro de 1.953, fixa em três os distritos que compõe o município: GUARAPARI-SEDE, TODOS OS SANTOS, RIO CALÇADO
O crescimento de Guarapari, no decorrer de sua história, foi realmente muito lento. Na década de 30 as casas não passavam de 250 unidades e, somente na década de 40 é que foi registrada a construção da primeira casa de veraneio. Até 1.952 Guarapari era lugar de difícil acesso, pois a travessia do canal ainda era feita através de balsa. Naquele ano foi construída a primeira ponte de madeira ligando o município aos acessos já disponíveis. Mas foi na década de 60 que Guarapari apareceu para o mundo turisticamente. Divulgada para os quatro cantos do mundo pelo Dr. Silva Mello, a cidade das areias monazíticas medicinais passou a ser referência mundial para o turismo saúde. Daí o título de 'Cidade Saúde'.

 Origem do nome
Foi em 1.569, quando o Padre José de Anchieta percorria as terras do Espírito Santo como visitador dos jesuítas, encarregado de estabelecer novas aldeias para catequese dos índios Goitacazes, Purus Tupiniquins e Aimorés, sendo uma delas a de GUARAPARI, que determinou o nascer desta povoação. Mas só em 1.585, portando 16 anos depois, é que o Padre José de Anchieta fundou a quarta e última aldeia em terras espírito-santenses, que recebeu os seguintes nomes: ALDEIA DO RIO VERDE OU DE SANTA MARIA DE GUARAPARIM, VILA DOS JESUÍTAS, GUARAPARIM, GUARAPARI.
Guarapari - Vocábulo de origem indígena, derivado de:
Guará - Garça ave (ibis rubra - nasce branca, torna-se cinza, volta embranquecer, e por fim, a sua coloração é vermelho-carmesim).
Pari ou Parim - Pesqueiro, lugar cercado para apanhar peixe, curral.
Obs.: Para Saint Hilaire, em 1818 e Dameon, em 1879, Pári significava 'laço' ou 'armadilha'. Para o Padre Jacomé Monteiro, em 1610 dizia que Parim significa 'manca'.  Fonte;  http://www.feriasbr.com.br/viagem/ferias/cidade/guarapari-ES/3141/index.html

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É publicitário, ex-assessor do Gabinete do Governador do Estado do Amazonas, foi Diretor do Jornal "O Solimões" e escritor, autor do livro "O Brasil em Preto e Branco", o qual faz parte do acervo bibliográfico do "The LibraryOf Congress Office" - A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Escreve desde 1983 para vários jornais. Email para para contato: isaiasribeirojs@bol.com.br
TWITTER do Isaias Ribeiro; http://twitter.com/isaiasribeiro
OS DEZ ANOS DO SIVAM/SIPAM

Em julho de 1995, o jornal “O Solimões” publicava em sua primeira página a manchete “Amazônia vai perder o SIVAM”, devido á pressão política que foi feita naquele ano contra o projeto SIVAM/SIPAM, que foi alvo da politicagem interna praticada por políticos mal intencionados que quase acabaram com o projeto de grande importância para o Brasil com investimento previsto de US$ 1,4 bilhão.

O SIVAM e o SIPAM,foi criado, para defender a soberania brasileira. Por causa da politicagem quase ficava apenas no papel, foi preciso lutar muito, para vencer os inimigos interno e externos que não queriam este projeto.

Este tablóide de circulação mensal foi o primeiro órgão de imprensa brasileira a se interessar em divulgar este projeto de suma importância para a defesa da soberania brasileira e o tráfego aéreo na Amazônia.


A grande imprensa nacional influenciada por políticos embromadores, acabaram fazendo campanha contra o projeto SIVAM/SIPAM. Este pequeno tabloide e seus editores, levantaram a bandeira do SIVAM/SIPAM e passou a divulgar todos os fatos envolvendo este projeto, inclusive a embromação de políticos da Amazônia. O projeto foi aprovado e instalado e o jornal ''O Solimões'' foi obrigado a parar de circular por causa da pressão política, em função destas lutas.

Enquanto grandes órgãos de imprensa do Brasil aceitavam a falácia dos políticos mal intencionados, que tentavam conduzir a opinião pública para não aceitar este projeto, atribuindo na época, características negativas que não existiam.

Neste ano de 2012, o SIVAM/SIPAM, completa 10 anos após a instalação destes importantes sistemas de Proteção e Controle de Trafego Aéreo na Amazônia, e os resultados que comprovam a importância deste projeto está á disposição para quem quiser conhecer.

O SIVAM tem sido de grande importância para coibir os desmatamentos, seus radares, informam diariamente sobre a proteção ambiental, meteorologia, sensoriamento remoto, rede detectora de raio realizada por três centros regionais em Belém, Manaus e Porto Velho.

Por causa da politicagem, o projeto SIVAM/SIPAM ficou como um avião parado na pista durante 2 anos a espera de autorização da torre de controle da política para decolar.

O contrabando e o trafico de drogas na região de fronteira antes do projeto SIVAM/SIPAM, era difícil de ser combatido em função de não haver naquela época, o monitoramento do tráfego aéreo.

Existiam dezenas de pistas clandestinas em vários pontos da região amazônica que favoreciam estas atividades ilícitas. Sem falar no completo isolamento e abandono no qual se encontrava a população amazônica.

A grande imprensa nacional influenciada por políticos embromadores, acabaram fazendo campanha contra o projeto SIVAM/SIPAM. Este pequeno tabloide e seus editores, levantaram a bandeira do SIVAM/SIPAM e passou a divulgar todos os fatos envolvendo este projeto, inclusive a embromação de políticos da Amazônia. O projeto foi aprovado e instalado e o jornal ''O Solimões'' foi obrigado a parar de circular por causa da pressão política, em função destas lutas.Capa do jornal ''O SOLIMÕES'' de Novembro de 1995, destacando a inauguração do primeiro radar do SIVAM

Hoje, com mais de 700 antenas de comunicação instaladas por toda a região amazônica, as informações coletadas são disponibilizadas para todos os órgãos governamentais, sejam das áreas ambiental, militar e de assistência social.

Segundo o gerente regional do SIPAM em Manaus Bruno da Gama Monteiro, em entrevista ao jornal “Diário do Amazonas”, os principais objetivos do projeto tem sido alcançado, por exemplo: a operação Arco Verde iniciada em 2008 e que monitora os 48 municípios que mais desmataram na região.

O SIPAM atualmente coordena a gestão do projeto Cartografia da Amazônia, composto por três subprojetos: Cartografia Terrestre, Geológica e Náutica, em parceria com as forças armadas e Serviço Geológico do Brasil.

O Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) foi convertido em um órgão militar, o 4 Centro Integrado de Defesa Aéreo e Controle de Trafego Aéreo (CINDACTA IV).

Um Almirante e um Maj. Brigadeiro do Ar, que lutaram bravamente para que o SIVAM/SIPAM fosse aprovado no senado federal.

Além do jornal “O Solimões”, nestes dez anos do SIVAM/SIPAM, é preciso destacar, o grande empenho e a luta que travaram o Almirante Mário Cesar Flores quando comandou a SAE, e os Maj. Brigadeiros do Ar Mauro Gandra (Ex-Ministro da Aeronáutica), Marcos Antonio de Oliveira (Ex-Presidente da Comissão responsável pela implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia- CCSIVAM) Brigadeiro Valdir de Souza (Ex-Chefe do Estado Maior do Sétimo Comando Aéreo Regional), para que este projeto se integrasse em defesa da soberania do Brasil e da Defesa Aéreo e Controle de Trafego Aéreo em toda a Região Amazônica.

COMO SURGIU O SIVAM

No começo do governo Collor; o Ministro Sócrates da Costa Monteiro, manifestou interesse em ampliar a fase do SINDACTA – Sistema de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo que envolveria a Amazônia. A idéia do Ministro era elaborar um projeto amplo , não apenas militar, que envolvesse o controle de incêndios e a repressão a traficantes. Uma empresa a ESCA Engenharia de Sistema de Controle e Automação S.A. que já tinha prestado serviços para o Ministério da Aeronáutica, foi convidada pelo ministro para fazer um esboço deste projeto , enquanto a FAB fazia seus próprios estudos. Do cruzamento desses dois estudos nasceu o SIVAM = Sistema de Vigilância da Amazônia.

O SIVAM só saiu mesmo da fase de projeto, no governo Itamar Franco, quando contou com o apoio do Secretário de Assuntos Estratégicos, Almirante Mario Cesar Flores. A partir daí o projeto começou a interessar aos gigantes mundiais da produção militar aeronáutica como a empresa americana Raytheon e a Francesa Thomson (essa última já havia instalado o sistema DACTA), para a implantação tecnológica do SIVAM. Teve então, o início a temporada de lobbies pesos pesados dos governos da França e dos EUA. A Casa Branca saiu da frente, tanto o Secretario do Comercio dos EUA Ron Brown como o Vice presidente Al Gore visitaram o Brasil deixando bem claro o interesse dos EUA, na vitória da empresa Raytheon. Venceu a concorrência a empresa americana. O senado aprovou em dezembro de 1994 o Projeto SIVAM mas, deixou para posterior deliberação, autorização para o Brasil contrair empréstimos junto a EXIMBANK dos EUA no valor de US$ 1,4 bilhão . Esta autorização foi aprovada no início deste ano.

EXÉRCITO TAMBÉM APOIOU A IMPLANTAÇÃO DO SIVAM/SIPAM

O Diretor do jornal O Solimões, Isaias Ribeiro, com o General Benedito Leonel, em visita ao Pelotão Especial de Fronteira de Maturacá.

Através de seus oficíais Generais, o Exército brasileiro contribuiu bastante para que os projetos SIVAM/SIPAM se tornasse uma realidade. Na época não existia, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas era comandada pelo Ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, General Benedito Onofre Serra Leonel, que em sua visita ao Amazonas em Novembro de 1995, no Município de São Gabriel da Cachoeira onde conheceu o Quinto BIS e o Pelotão Especial de Fronteira em Maturacá, declarou ao jornal O SOLIMÕES, ''Projetos como o SIVAM/SIPAM,queo governo vem lutando para impantar, são fundamentais para o conhecimento,sem o qual o Brasil não pode assegurar sua soberania numa área territorial que corresponde a 60 por cento do território nacional''.

Na época o Chefe do EMFA, disse também, que a soberania não é ameaçada apenas pela cobiça internacional sobre as riquezas da Amazônia mas também pelos delitos transnacionais que provocam novos tipos de conflitos. O mais grave deles,no que diz respeito a Amazônia, é o narcotráfico que financia o terrorismo e lava dinheiro para sustentar o crime organizado, do que surge o desrespeito aos direitos humanos e aos direitos dos grupos indígenas.

ANATOMIA DO SIVAM

O que é- Um projeto que integra radares, satélites, aviões e estações de monitoramentos para rastrear a Amazônia;

Objetivo- Monitorar o espaço aéreo, queimadas, poluição do ar e dos rios, controle de tráfico de drogas, uso da terra;

Custo – US$ 1,4 bilhão - o segundo maior projeto estratégico do mundo;

Responsável pelo sistema- A ESCA brasileira foi a escolhida e depois desclassificada. O Ministério da Aeronáutica assumiu o projeto e os técnicos desta empresa foram contratados pela FAB para fazerem a integração do SIVAM;

Empresa vencedora da concorrência para instalação do projeto- Raytheon dos EUA.

Financiamento- EXIMBANK Americano -Raytheon e EXIMBANK Sueco;

Abrangência – Cobrirá com radares e outros equipamentos nas áreas de cinco milhões de quilômetros quadrados;

Prazo de instalação – Cinco anos.

Comitiva de autoridades militares, civis e os editores do jornal ''O Solimões''no município de São Gabriel da Cachoeira, na comunidade indígena Yanomami, Maturacá, no Amazonas, na fronteira do Brasil com a Venezuela, onde participaram da inauguração de um dos Radares do Projeto SIVAM/SIPAM NO ANO DE 1995.

De 1995 a 2000 travou-se uma grande batalha no Congresso Nacional, entre integrantes do governo federal, representado por militares contra parlamentares no senado federal, que se aproveitando da forma como o projeto foi aprovado em 1994, deixando para posterior deliberação a autorização para o Brasil contrair o empréstimo para a instalação do projeto.

Após reter o projeto por vários meses, o senador Gilberto Miranda-PMDB do Amazonas, que havia assumido a cadeira de senador em 1993, com a renúncia do senador Amazonino Mendes, de quem era seu suplente, colocou o projeto em pauta no final de 1994, sob pressão da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e o senado votou e aprovou a matéria.

Os senadores queriam ir para o recesso legislativo e deixaram com Miranda, que era o Relator do Projeto, o poder de compor as resoluções finais.

Passado um ano, o senador empurrava com a barriga, enrolava e não definia a questão, criando embaraços que prejudicavam a Amazônia e irritavam os ministérios envolvidos em implantar o projeto SIVAM.

O Brasil chegou até a pagar juros a título de taxa de compromisso, uma vez que não podia retirar o dinheiro do empréstimo ao EXIMBANK por causa da embromação na votação do empréstimo no senado.

Isaias Ribeiro Diretor do jornal ''O Solimões'' no centro, ladeado pelos Maj. Brigadeiros do Ar. Marcos Antonio de Oliveira, Ex-Presidente da Comissão de Implantação dos Projetos SIVAM/SIPAM e Antonio dos Santos Seixas que Comandou o VII COMAR, na época da implantação destes projetos na Amazônia.

 

Carta de Agradecimento do Presidente da Comissão Responsável pela implantação dos Projetos SIVAM/SIPAM, Maj. Brigadeiro do Ar Marcos Antonio de Oliveira, para o Diretor do jornal ''O Solimões'' Isaias Ribeiro.

Veja mais imagens e leia mais sobre o SIVAM/SIPAM nos Blogs; http://isaiasribeirojs.blogspot.com  e no Portal Luis Nassif; http://blogln.ning.com/profiles/blogs/os-dez-anos-do-sivam-sipam?xg_source=activity
AMAZÔNIA E CATARATAS DO IGUAÇU ESTÃO ENTRE AS 7 MARAVILHAS DA NATUREZA

 

Enquanto os brasileiros e argentinos abandonaram a rivalidade existentes nos jogos de futebol entre as seleções e times dos dois países, e ocuparam a ponte da fraternidade, para comemorar a eleição de Cataratas do Iguaçu que fica localizada entre os dois países, como uma das sete maravilhas da natureza no mundo. Após a divulgação do Resultado do concurso promovido pela Fundação New Seven Wonders divulgado sexta feira, 11/11/2011 o povo de Foz do Iguaçu e todo o estado do Paraná se uniram aos argentinos dos municípios e estado do país vizinho e entraram em clima de Copa do Mundo e se confraternizaram pelo fato de Cataratas do Iguaçu ter sido eleita por internautas de todo o planeta como uma das sete maravilhas da natureza.

 

Já na Amazônia, a maioria da população parece não ter se dado conta da importância da Amazônia estar entre as sete maravilhas da natureza, juntamente com Cataratas do Iguaçu e poucos comentaram este assunto e não houve nenhuma comemoração por este fato. Fiz campanha no meu twitter;https://twitter.com/#!/isaiasribeiro durante todo o dia 11/11/2011, último dia da votação, solicitando aos brasileiros que acessasse o site da Fundação, fazendo inclusive um link com a Fundação New Seven Wonders para que votassem na Amazônia e Cataratas de Iguaçu, que faziam parte da lista de 28 finalistas que disputavam para ficar entre as sete Maravilhas do mundo.

 

A Rede Amazônica de Televisão, o Portal Amazônia, a CBN e outras emissoras de Rádio e Televisão ainda deram algum destaque para o fato mais, ao contrário de políticos de vários estados brasileiros que se manifestaram através do twitter, congratulando com a população destas duas Regiões, na Amazônia e principalmente no estado do Amazonas, não houve nenhuma comemoração com este fato, que vai elevar o número de turistas do mundo, que vão querer conhecer a Amazônia, Manaus e o Amazonas, não apenas pela Copa de Futebol de 2014 mais, também por está a Amazônia entre as sete maravilhas da natureza no mundo.

AS ENCHENTES NO SUDESTE E O PROSAMIM DE MANAUS

Estou ha 31 anos radicado em Manaus/Amazonas com muita honra.  Gosto muito desta cidade, sou apaixonado por esta terra maravilhosa, independente das situações que tenho enfrentado como perseguições políticas por ter optado em lutar a favor dos menos favorecidos, sem estar aliado a correntes políticas, que discordo totalmente da forma como atuam no poder, e na oposição. 

Não sou de criticar apenas por convicções políticas, procuro sempre, fazer uma análise das situações de meu ponto de vista daquilo que acho ser importante e fundamental para a população de um modo geral.  Não entendo a política como uma disputa do perde ou ganha, como se fosse um campeonato esportivo.

Vejo a política como início, o meio e o fim, para realizar tudo aquilo que a população anseia pelo seu bem estar.  Não me interessam as cores e as agremiações partidárias de direita, esquerda ou centro, até porque a classe política brasileira, não está nem um pouco preocupada em seguir ou colocar na prática as deliberações oriundas dos estatutos partidários.

Mas quando acontecem catástrofes causadas pelas mudanças climáticas, como as enchentes que durante anos seguidos, sempre na mesma época, finais e início de anos, tem causado grandes calamidades, provocando desabamentos de casas com mortes de famílias inteiras, destruindo pontes, estradas, alagando residências e ruas.

Nesse momento fico a imaginar, porque providências não são tomadas pelo poder público, logo após esses eventos climáticos, visando á realização de obras necessárias para evitar que vidas humanas sejam ceifadas nessas calamidades.

Na minha cidade de origem Vila Velha/ES, com qualquer quantidade de milímetros de chuva, dezenas de ruas em vários bairros ficam alagadas como a rua, Alecrim Jardim Asteca, que com qualquer chuvinha, fica completamente alagada e fica assim por vários dias.

 

foto; folhavitoria.com.br - Bairro Aribiri, em Vila Velha, Espirito Santo. 

Sem querer comparar uma situação com a outra, em Manaus, o governo do Estado, preocupado em resolver a situação de alagações de casas situadas próximas aos igarapés em época chuvosa, apresentou um projeto de saneamento básico dos igarapés, com construções de conjuntos habitacionais, ao Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, que financiou o projeto com 140 milhões de dólares e 60 milhões de contrapartida do governo do Estado.

  Foto do Blog;

bbenizamairafurtado.blogspot.comManaus/AM.

 

 Com 200 milhões de dólares o governo do Amazonas, realizou o saneamento, desassoreamento e a utilização racional do uso do solo às margens dos igarapés, com vistas a manutenção do patrimônio  natural e melhoria das condições de vida da população .

Enfim, não importa o sistema ou grupo político, quando há interesse em resolver o problema, a situação é resolvida.

foto do dia: 02/06/2010
por Alfredo fernandes no picasa

Foto Aérea do Prosamim


Este é o Prosamim em Manaus.

 

 

 

Foto: rua Alecrin Jardin Asteca,em Vila Velha alagada como sempre

OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELO VAZAMENTO DE PETRÓLEO NO MAR

Foto-ultimosegundo.ig.com.br

Os impactos ambientais causados pelo vazamento de petróleo no mar, trará efeitos terriveis ao meio ambiente nas áreas afetadas. O óleo deixa marcas por mais de vinte anos, a recuperação da área atingida é muito longa e levará anos para se recompor. O contato do petróleo com peixes, aves e plantas causa graves efeitos, devido o petróleo ser insolúvel em água e possui uma mistura venenosa. O óleo recobre as penas das aves, sufoca os peixes e acaba com toda a vegetação marinha.

Com isso, estados e municípios que tem uma população que sobrevivem do turismo e da pesca, serão prejudicados, pois o óleo derramado no mar poderá chegar nas praias do Rio de Janeiro, Espirito Santo e São Paulo, afugentando os turistas das praias, matando os peixes da alimentação dos banhistas, o que gera renda aos pescadoresfoto-30epoucosanos.com

 

Oléo que vazou no Rio ameaça nossas praias
Ibama alerta que mancha pode chegar às praias capixabas
22/11/2011 - 21h08 - Atualizado em 22/11/2011 - 21h08
A Gazeta
 
Rio

O óleo derramado pela Chevron no campo de Frade, na Bacia de Campos, pode chegar às praias do Rio, sobretudo Búzios e Angra, e também do Espírito Santo e São Paulo (Ubatuba) dentro de duas semanas. O alerta foi dado por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, (Ibama) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em reunião com o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

"Cerca de dois terços de todo o óleo derramado, sobretudo aquele mais grosso, ainda está abaixo do espelho d'água. Esse óleo vai passando por processo físicoquímico e vira pelotas que vão acabar nas praias", disse Minc.

Ele acrescentou que tudo vai depender agora das condições climáticas para determinar o tempo que essas "bolas de piche" vão levar para chegar nas praias. Ao comentar o acidente da Chevron, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que o vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos é um problema que atinge toda a indústria do setor.

"Entendemos que esse problema não atinge só a empresa que tem o acidente. Ela atinge a indústria como um todo e atinge a sociedade. Então, nós estamos comprometidos com o conjunto de ações. Agora, não posso falar sobre casos específicos", afirmou.

O que os poços de petróleo causam ao Meio Ambiente

Todo derramamento de óleo deixam marcas por vinte anos ou mais e a recuperação é muito longa e difícil mesmo com toda ajuda da empresa que causou o acidente já que o contato do petróleo cru causa grave efeitos sobre animais e plantas. O óleo recobre as penas das aves e sufoca os peixes e qualquer planta do mar. O petróleo é insolúvel em água e possui uma mistura venenosa e corrosiva com efeitos muito difíceis de se combater.

Faça seu comentário ou entre em contato com o autor deste Blog, Email: isaiasribeirojs@bol.com.br

RECOMEÇA A BATALHA DOS ROYALTIES

 

A batalha pela distribuição dos royalties recomeçou hoje, 23/11/2011, com as bancadas de deputados federais e senadores dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, protocolando no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação de Inconstitucionalidade, visando garantir direitos constitucionais dos estados produtores na distribuição dos royalties do petróleo.

Segundo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), a intenção é impedir que a votação dos royalties seja votada na Câmara como um rolo compressor para prejudicar os  estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O senador capixaba disse ainda em entrevista ao Bom Dia ES,que;“ A Constituição é muito clara, é devido aos estados a compensação pela extração do petróleo por causa dos impactos que a extração gera aos estados produtores”. Citando o vazamento de petróleo de Campos, no Rio de Janeiro, que terá que arcar com os danos causados ao meio ambiente.

O governador Renato Casagrande, na semana passada foi recebido em audiência pela Presidenta da República Dilma Rousseff e ouviu da mesma que, espera que os estados produtores de petróleo e não produtores possam encontrar uma “solução negociada”.

 Leia a seguir a matéria do G1, da jornalista Priscila Mendes em Brasília, sobre a audiência do governador Renato Casagrande com a Presidenta da República Dilma Rousseff, e como ficará a divisão dos royalties do petróleo , hoje, em 2012 e 2020, se prevalecer na Câmara dos Deputados o mesmo resultado do Senado Federal, e caso também a presidenta Dilma Rousseff não venha a utilizar o poder de veto.

16/11/2011 19h46 - Atualizado em 17/11/2011 13h02
Dilma quer 'solução negociada' para petróleo, diz governador do ES
Renato Casagrande (PSB) foi recebido em audiência pela presidente.
Ele admite ir ao Supremo se contratos já licitados forem rompidos.
Priscilla Mendes
Do G1, em Brasília
 

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse nesta quinta-feira (16) que a presidente Dilma Rousseff espera que estados produtores e não-produtores encontrem uma "solução negociada" para a nova distribuição das receitas do petróleo, em discussão no Congresso.

O governador – cujo estado é um dos principais produtores, ao lado do Rio de Janeiro – reuniu-se na tarde desta quinta com a presidente e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para tratar do assunto. O projeto que regula a partilha já foi aprovado no Senado e tramita na Câmara dos Deputados.

saiba mais
 
Ato em defesa dos royalties reúne 150 mil pessoas na Cinelândia, diz PMSenado aprova projeto que redistribui renda do petróleo"Ela [Dilma] quer uma solução negociada e reafirma sua posição em ser contrária à alteração e ao rompimento de contratos", afirmou Casagrande após a reunião. O governador disse esperar um "entendimento em torno daquilo que está para ser licitado e não em torno do que já foi licitado" e que não trabalha com "nenhuma margem de negociação".

Casagrande disse apoiar a posição das bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo no Congresso Nacional, que ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso contratos já licitados de exploração do petróleo sejam rompidos.

Ele, afirmou, no entanto, que os parlamentares que representam os estados produtores pretendem "insistir na negociação" antes de levar o assunto ao Supremo. "Isso é ruim para todo mundo - para nós, produtores, para o governo federal, que também tem que concluir o processo de regulamentação do modelo de partilha".

O projeto
O projeto de lei aprovado pelos senadores determina a redução de 26,25% para 20% na parcela de royalties dos estados produtores. A fatia dos produtores na participação especial, tributo sobre grandes campos, passaria de 40% para 20%. A mudança atinge diretamente RJ e ES.

Pela nova divisão, o governo federal irá reduzir sua fatia nos royalties dos atuais  30% para 20%. Na participação especial, sairia de 50% para 42%.

20%. Na participação especial, sairia de 50% para 42%.

Arte divisão petróleo VALE ESTA (Foto: Editoria de Arte / G1)


 


Oléo que vazou no Rio ameaça nossas praias
Ibama alerta que mancha pode chegar às praias capixabas
22/11/2011 - 21h08 - Atualizado em 22/11/2011 - 21h08
A Gazeta
 
Rio

O óleo derramado pela Chevron no campo de Frade, na Bacia de Campos, pode chegar às praias do Rio, sobretudo Búzios e Angra, e também do Espírito Santo e São Paulo (Ubatuba) dentro de duas semanas. O alerta foi dado por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, (Ibama) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em reunião com o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

"Cerca de dois terços de todo o óleo derramado, sobretudo aquele mais grosso, ainda está abaixo do espelho d'água. Esse óleo vai passando por processo físicoquímico e vira pelotas que vão acabar nas praias", disse Minc.

Ele acrescentou que tudo vai depender agora das condições climáticas para determinar o tempo que essas "bolas de piche" vão levar para chegar nas praias. Ao comentar o acidente da Chevron, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que o vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos é um problema que atinge toda a indústria do setor.

"Entendemos que esse problema não atinge só a empresa que tem o acidente. Ela atinge a indústria como um todo e atinge a sociedade. Então, nós estamos comprometidos com o conjunto de ações. Agora, não posso falar sobre casos específicos", afirmou.

ANP suspende temporariamente permissão de perfuração da Chevron

Suspensão durará até que se identifiquem as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e sejam restabelecidas as condições de segurança na área do Campo de Frad 

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Divulgação/Chevron Brasil Petróleo

Vazamento de petróleo no campo de Frade, operado pela Chevron

A medida não inclui "as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS", segundo a ANP

DIREITO É PRA SER RESPEITADO

Algumas pessoas me indagaram, a respeito de estar defendendo os estados produtores de petróleo, tendo eu, um trabalho com mais de 30 anos no Amazonas, lutando por causas sociais, culturais, indígena e militando em política, tendo sido inclusive assessor político de um grande líder político nesse estado, ter oferecido apoio aos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, sobre a distribuição dos royalties de petróleo.

Em primeiro lugar quero deixar bem claro que, o apoio que ofereço aos dois estados brasileiros da Região Sudeste e, principalmente no caso do primeiro, nada tem a ver com a minha origem e sim, por entender e ter sempre como princípio que, direito é pra ser respeitado.

No artigo 20 inciso primeiro da Constituição Federal, determina que, ‘’É assegurada nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração’’.

Como também o artigo 176, inciso segundo, ‘’É assegurado participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e no valor que dispuser a lei’’.

Até porque, os estados que não produzem petróleo, não terão que realizar as despesas com recuperação do meio ambiente, no caso de um vazamento de óleo ou construção de canalização para levar gás natural para as cidades, enquanto que os estados produtores terão que realizar essas despesas.

Outra coisa, este conceito de que o petróleo é nosso, por isso temos que receber os royalties nas mesmas proporções que os estados produtores, podem também, se estender para o caso da Amazônia na qual a população deitada em berço esplêndido com riquezas imensuráveis, não pode sequer utilizar para seu sustento e usufruto, vivendo grande parte da população de forma degradante, na miséria.

De repente sem mais nem menos pode surgir no Congresso Nacional uma lei a exemplo do Pré- Sal, retirando direitos do povo amazônico que estão sofrendo, pagando um preço alto para preservar tudo isso, sem direito a mesma qualidade de vida da população de outros estados, tendo que viver sob a luz de lamparinas (em diversos municípios), sem conforto sem nada.
Servindo apenas de caseiro desta imensa riqueza e acabar sendo obrigado a dividir grande parte desta riqueza, guardada há séculos, como áreas de petróleo, gás, calcário, silvinita, ouro, caulim, nióbio e outros minerais, (o qual será votado também em breve no Congresso Nacional uma lei para os royalties da mineração) e madeiras, peixes e toda a biodiversidade existente na Amazônia para aqueles que sempre olharam com indiferença e discriminação para o povo da Amazônia. Conheça as riquezas da Amazônia acessando este Link; http://isaiasribeirojs.blogspot.com

Nunca se preocuparam em votar a favor de uma lei que fosse benéfica ao povo da Amazônia assistindo muitas vezes de camarote o povo se humilhando e clamando por socorro, para ter uma vida igual a outros cidadãos brasileiros.

Dizer que temos o Pólo Industrial de Manaus - PIM, antiga Zona Franca de Manaus e por isso já temos o suficiente é uma grande piada, até porque, esse modelo industrial que aí está nada tem a ver com o projeto original que foi criado na década de 60 pelo governo militar, não para preservar a Amazônia como muitos bradam hoje, e sim para criar uma alternativa econômica para um povo que não tinha mais nenhuma opção para sobreviver com dignidade.

Hoje a antiga ZFM, não passa de um Pólo Industrial que beneficia muito mais o governo federal e o governo do estado de São Paulo. O primeiro pela grande arrecadação em impostos e o segundo, que é favorecido pelo ICMS de produtos oriundos das fábricas de Manaus que são cobrados nas vendas dos produtos neste estado.

Enquanto o estado do Amazonas recebe uma pequena parcela de impostos restituídos e, que nos tiraram a primazia de fabricar os tabletes, tentando ainda, tirar do PIM, a fabricação de DVDs e CDs.
É bem verdade que em troca, nos oferecem em torno de 80 a 100 mil empregos porem não dão oportunidade aos trabalhadores amazonenses para assumirem cargos de confiança e mantém baixíssimos salários nas fábricas instaladas no PIM .

Por esses motivos é que defendo os direitos dos estados produtores de petróleo a terem uma fatia maior na distribuição dos royalties, como também, defenderia o povo amazônico caso suas riquezas fossem retiradas como muitos propõem para ser dividida em partes iguais por todos os estados brasileiros, isto não seria justo.

Pois o direito dos cidadãos brasileiros e pra ser respeitados. O que não pode acontecer de forma alguma é a riqueza do Pré- Sal ou da Amazônia gerar a pobreza dos povos que habitam onde estão essas riquezas, para alimentar a prosperidade dos outros.

Dilma e Governador do Amazonas Inauguram Ponte Sobre o Rio Negro

Tenho me reservado ao direito de ficar calado diante de muitos fatos relacionados às administrações que sucederam a do governador Gilberto Mestrinho, quando tive a honra de lhe assessorar em seu último governo de 1991/1995.

Confesso até que não sentia a menor vontade de escrever sobre este ou aquele, que governaram o estado do Amazonas.  Por mais que tentasse, até para fazer uma critica construtiva, quando ia escrever, vinha um desanimo tão grande que me fazia desistir em ir adiante.

Com o Omar Aziz, percebi que o Amazonas estava mudando de rumo, que as promessas em vão, os tapinhas nas costas, enfim, o vamos que vamos, havia terminado, quando ele assumiu o governo para o qual foi eleito.

 Há 10 meses, muitos duvidavam que ele pudesse dar continuidade á construção da ponte sobre o Rio Negro mais, Omar não desistiu, foi em frente apesar de todos os pesares inclusive a crise econômica mundial e manteve o ritmo das obras.

Em 24/10/2011, aniversário da Cidade de Manaus, Omar Aziz entrega diante da Presidenta Dilma Rousseff, a população do Amazonas a Ponte sobre o Rio Negro que vai ligar Manaus com vários municípios do estado, facilitando o escoamento da produção agrícola e pesqueira, para a capital do Amazonas.

Conheço o Omar desde 1988, quando fomos candidatos a vereadores por Manaus, Omar muito educado puxou conversa na sala de apuração de votos ali na Dr. Machado no centro de Manaus, passados alguns anos, voltei a encontrá-lo em uma campanha na qual ele era candidato a Vice- Prefeito.  Depois me afastei, mas continuei acompanhando sua trajetória política.

De Vereador a Governador, Omar tem mostrado uma postura séria, focado no trabalho que realiza em prol do povo do Amazonas, não deixando que o poder suba a sua cabeça, com serenidade e responsabilidade tem realizado um bom governo.  

Opiniões Contrárias Sobre a Votação no Senado Sobre os Royalties

Comentário publicado no Portal Luis Nassif em resposta ao artigo ''Uma Justa Distribuição do Petróleo ou a Maldição''.

Comentário de Wsobrinho quarta-feira

Sou residente em Góiás e apóio completamente o exposto aqui. Pulverizar um recurso, por maior que ele seja é a melhor maneira de nada fazer e nenhum legado deixar para o futuro, ainda mais nas mão de nossos prefeitos na grande maioria irresponsáveis e populistas, governadores comprometidos unicamente com seus mandatos transitórios e ambições politicas.

Esses recursos devem sim serem distribuidos prioritáriamente entre os estados produtores, ainda assim de forma vinculada, como infrestrutura, educação e saúde, além de um fundo ambiental obrigatório, depois para a União, tembém de forma vinculada, como educação, tecnologia e pesquisa, forças armadas e segurança, saúde e fundo ambiental. Por último, uma parcela vinculada com a  educação fundamental e média, infraestrutra e saúde, para demais.

UMA JUSTA DISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO OU A MALDIÇÃO

Na década de 70 a exportação de gás que a Holanda realizou, minou sua economia e ao contrário do que esperavam os holandeses, o que seria uma grande riqueza para a população daquele país europeu acabou se tornando em uma maldição.

 

No Brasil este fato pode estar acontecendo com a disputa no Congresso Nacional, na votação de uma lei no Senado que vai ser votada hoje 19/10/2011 sobre a distribuição dos royalties do petróleo a prevalecer á proposta de senadores de estados não produtores de petróleo que querem redefinir a distribuição destes royalties, colocando estados que não produzem uma gota sequer de petróleo ganhando igualitariamente com os estados produtores.

 

Com isto a doença da maldição da Holanda, pode repetir no Brasil, com uma grande exportação de petróleo que inundaria o país com bilhões de dólares, ocasionando uma explosão no valor do real.

 

Produtos importados de outros países se tornariam muito mais barato em relação aos produtos produzidos no Brasil. 

 

E uma grande quebradeira de indústrias brasileiras, levaria o desemprego subir a taxas astronômicas e milhões de pessoas ficariam desempregadas da noite para o dia, criando se assim um grande problema de proporções gigantescas.

 

Esta situação esta sendo desenhada, por políticos de estados não produtores de petróleo, que querem aprovar uma lei que beneficie seus estados, os quais não vão gastar um centavo sequer em infra-estrutura e compensações ambientais, que serão pagas pelos estados produtores, para transportar o petróleo e o gás natural, sendo necessário á construção de estradas e caros gasodutos oceânicos e nas cidades litorâneas, com centenas de km das plataformas até os estados produtores de petróleo.

 

E isto tem que ser levado em consideração na votação desta lei da distribuição dos royalties aos estados e municípios pelos senadores, sobre pretexto desta lei se aprovada da forma como está, ser levada pelos Governadores dos estados produtores ao Supremo Tribunal Federal (STF), perpetuando desta forma esta disputa entre estados produtores e não produtores de petróleo.

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